Arquivo do mês: abril 2011

VILA BELMIRO, O QUE ACONTECE?

Na Quarta-feira (27/04) eu já estava há alguns dias com meu ingresso reservado no website Multiplicação dos Peixes, este destinado aos sócios do Santos Futebol Clube, também já havia planejado toda logística necessária para mais uma vez seguir rumo à Santos após realização das minhas atividades profissionais, entretanto, por motivo de força maior não foi possível deslocar-me, comparecer na Vila Belmiro e presenciar Santos x América-MEX, partida válida pela fase oitavas de final da Taça Libertadores da América, ainda tentei transferir meu ingresso para um amigo, o que também não deu certo, fiquei triste por tudo isso,  mas ainda restava-me a possibilidade de assistir o jogo em casa pela TV.

No caminho do trabalho para casa, pelo rádio ouvi notícias que davam conta que os ingressos haviam sido esgotados.

Já em casa, quando estava próximo do jogo começar, eu cheguei a exclamar: “hoje o caldeirão (Urbano Caldeira – Vila Belmiro) vai ferver”, mas para minha surpresa quando surgiram na TV as primeiras imagens da Vila famosa, o que vi foram enormes espaços nas dependências do estádio. Fiquei pasmo, indignado e sem compreender!

Será que assim como eu, muitas pessoas tiveram imprevistos? Não creio.

Como pode o estádio não lotar num jogo de extrema importância para as nossas pretensões na Taça Libertadores da América?

Os ingressos haviam realmente sido esgotados?

O pior de tudo é que tal situação é recorrente e preocupante. É de conhecimento público que a modernização da Vila Belmiro com a implantação de camarotes, setor Visa e instalação de cadeiras contribuíram para diminuição da capacidade do estádio, até aí tudo bem e não é o caso, o fato incompreensível é a atual capacidade do estádio não ser preenchida em jogos de suma importância.

Nesta mesma Taça Libertadores da América, durante a primeira fase, no jogo contra o Cerro Portenõ, a Diretoria do Santos inflacionou o valor cobrado pelos ingressos,  a Vila ficou “vazia”. Porém, creio que a Diretoria aprendeu com a situação e para o confronto contra o América-MEX os valores praticados foram justos no meu entendimento, ou seja, o preço do ingresso teoricamente não serve como argumento ou desculpa desta vez para ausência de torcedores. Tem também a questão da maratona de jogos, é claro que o bolso do torcedor menos abastado não suporta, mas imagino que os torcedores não medem esforços para economizarem aqui e ali, de modo que possam viabilizar de forma seletiva presença nos jogos da Libertadores. O horário de realização das partidas, normalmente tarde da noite, é um fator que também deve ser considerado, pois após os jogos sempre há dificuldades para os torcedores retornarem aos seus lares, mas imagino que isto também não é o motivo para o decepcionante público registrado (11.417 pagantes) no jogo cujo glorioso Santos venceu o América-MEX por 1 a 0 na lendária Vila Belmiro, que outrora viveu dias melhores em termos de comparecimento da nação santista.

Após o jogo, no dia seguinte e até o momento este assunto vem sendo bastante repercutido pelos principais blogueiros que acompanham de perto o dia-a-dia do clube, creio que seja o momento da Diretoria do Santos Futebol Clube dar uma satisfação para a nação santista, aliás passou da hora, ao menos neste ponto, da propalada transparência citada exaustivamente durante o último processo eleitoral ser utilizada, algo não esta funcionando corretamente no que diz respeito a distribuição / comercialização dos ingressos, é preciso investigar e esclarecer, a Vila Belmiro não pode ter espaços em jogos relevantes, o caldeirão tem que ferver!

Bateu uma nostalgia aqui! Vila Belmiro de outrora:

20/09/1964, recorde de público na Vila Belmiro, quase 33.000 pagantes.

Sociais da Vila Belmiro lotada!

Domicío Pinheiro, fotógrafo do Estadão, no jogo da despedida de Pelé contra a Ponte Preta na Vila Belmiro LOTADA, precisou dar um "jeitinho" para realizar seu trabalho!

Vila Belmiro lotada, só alegria!

Vila Belmiro em 2006, neste dia até helicóptero pousou no gramado do templo sagrado para trazer taça de campeão para o Santos!

Caldeirão (Estádio Urbano Caldeira - Vila Belmiro) literalmente FERVENDO!

Leia mais sobre o assunto nos seguintes blogs:

Blog do Odir Cunha:
http://blogdoodir.com.br/2011/04/a-eterna-questao-do-publico-pequeno-na-vila-belmiro/

http://blogdoodir.com.br/2011/04/veja-por-que-a-vila-belmiro-encolheu/

Futblog do Renato:
http://www.blogsantista.com.br/renato/post.php?id=194

Por Edmar Junior

DIA DO GOLEIRO

Hoje, no Dia do Goleiro, através deste post presto uma singela homenagem ao goleiro que foi ídolo na minha infância, condição esta que ele detém até então. Parabéns pelo seu dia Rodolfo Rodríguez!

Ao longo da sua história o Santos Futebol Clube teve excelentes goleiros, tais como Manga, o grande Gylmar dos Santos Neves, Cejas e mais recentemente Fábio Costa para citar apenas alguns nomes. Mas, dos que eu vi jogar, Rodolfo Rodríguez foi sem dúvida alguma o melhor deles.

Cresci nos anos 80, ser santista nesta época não era fácil, o nosso conhecido DNA ofensivo não se fazia muito presente e naquele tempo quem se destacava era o nosso goleirão Rodolfo Rodríguez, lembro-me das brincadeiras de futebol na rua quando eu ia para o gol e após alguma defesa gritava de forma efusiva: Rodooooolfo Rodríguezzz!!!! Numa época escassa de ídolos, Rodolfo Rodríguez foi o ídolo de toda uma geração de santistas.

Rodolfo Sergio Rodríguez y Rodríguez
Fonte: Wikipédia

Nasceu em Montevidéu, no Uruguai, no dia 20 de Janeiro de 1956.

Começou sua carreira no Cerro, em 1976, equipe que defendeu por dois anos até chegar no Nacional de Montevidéu, onde foi campeão da Copa Libertadores da América e da Copa Intercontinental em 1980, além de ter vencido o campeonato uruguaio em três oportunidades: 1977, 1980 e 1983.

Em 1983, defendendo a Seleção Uruguaia no Mundialito contra a Seleção Brasileira, teve uma atuação impecável fechando o gol e chamando a atenção do Santos. Foi contratado em 1984 por 120 mil dólares, um valor considerado alto para um goleiro na época, dinheiro emprestado pelo Rei Pelé.

No Santos, onde jogou de 1984 a 1988, tornou-se rapidamente ídolo e conquistou três títulos: Campeonato Paulista (1984), Copa Kirin do Japão (1985) e Torneio Cidade de Marseille (1987), na França.

No Brasil, além do Santos Futebol Clube, jogou também no Esporte Clube Bahia e na Associação Portuguesa de Desportos.

Em 29/12/2009 ele foi eleito jogador símbolo do Santos no período 71-90. A diretoria do Santos acionou os torcedores para escolher os melhores atletas do clube em quatro momentos. Araken Patusca, Pelé, Rodolfo Rodriguez e Robinho foram considerados os símbolos de eras distintas.

A seqüência de defesas na Vila Belmiro

No dia 14 de Julho de 1984, um Sábado, na Vila Belmiro, ele protagonizou uma das mais fantásticas seqüências de defesas da história do futebol. Rodolfo Rodríguez faz uma série incrível de defesas contra o América de Rio Preto, que viraram referência toda vez que se fala em grande lance de goleiros. Foram cinco defesas consecutivas no total, enquanto a defesa do Santos assistia inerte aos milagres do guerreiro uruguaio. Na época o atacante Tarcísio, do América, declarou estupefato: “Rodolfo é maior que o gol”.

Em 18 de Julho de 2010, Rodolfo Rodríguez ganhou a primeira Defesa de Placa da história do futebol, entregue por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos Futebol Clube.

Por Edmar Junior.

Minha primeira vez na Vila Belmiro

No já longínquo ano 1987,  especificamente dia 19 de Abril, um Domingo de Páscoa, eu estava passando o final de semana no município Praia Grande com minha família. Após almoçarmos comentei com meu Pai sobre o jogo que ocorreria logo mais, naquela tarde o glorioso Santos Futebol Clube receberia no estádio Urbano Caldeira – Vila Belmiro o São Paulo Futebol Clube, na época o então campeão brasileiro. Pedi para meu pai me levar lá, mas naquele momento ele só queria saber de sua tradicional siesta, insisti um pouco e ele então decidiu me levar, eu nunca havia ido num estádio e a primeira vez não poderia ser melhor, conhecer o templo sagrado do futebol e ver o Santos jogar in loco era simplesmente a realização de um sonho.

Na minha mente ainda guardo imagens daquela tarde na Vila Belmiro, lembro-me que entramos no estádio e arrumamos um espremido lugarzinho junto ao alambrado da arquibancada superior, local atualmente destinado aos sócios do clube e denominado como retão. A arquibancada onde hoje fica a torcida organizada Sangue Jovem pertencia a Sangue Santista. A arquibancada que hoje esta ao lado da Sangue Jovem e normalmente destinada a torcida de times visitantes não existia. A Vila Belmiro estava lotada, naquela época eram permitidas as bandeiras com mastro e todas elas tremulando revelavam um espetáculo lindíssimo.

Se existia alguma dúvida sobre a existência de coelhinho da páscoa, para a torcida do Santos  naquela tarde ele atendia por Mílton da Cunha Mendonça e vestia a camisa 10 que outrora havia sido do Rei Pelé. Os times realizaram um eletrizante clássico, Mendonça marcou dois gols na vitória de 3 x 2 do Santos sobre o São Paulo, foram ovos do mais fino chocolate: com um jogador a menos o Peixe derrubou, de virada, o último invicto daquele campeonato paulista.

Foi um jogo emocionante, aos 42 minutos do segundo tempo tudo caminhava para um empate, quando Mendonça, ágil como um coelho, surgiu na área tricolor para decretar o triunfo santista.

Mendonça, herói do jogo!

“Vimos um jogo sensacional e, se tivéssemos empatado ou perdido, eu diria a mesma coisa” exultava o técnico do Santos, Candinho. (Revista Placar N° 882 ABR. / 1987).

Carregado de prêmios, Mendonça o herói do dia dava suas explicações: “Fiquei revoltado com a expulsão de De Léon, e nisso encontrei forças para me desdobrar em campo. (Revista Placar N° 882 ABR. / 1987).

Recorte de Capa da Revista Placar Nº882 de ABR. / 1987

“Vibrei mesmo, porque queria agitar a galera”, contou Mendonça sobre sua explosão de alegria após seu segundo gol na partida e terceiro do Santos, que decretou a vitória do alvinegro praiano. (Revista Placar N° 882 ABR. / 1987).

Nada emocionado estava o técnico Pepe, do São Paulo – um velho conhecido e / ou conhecedor da Vila Belmiro. “Time como o nosso jamais pode tomar três gols num único jogo”. (Revista Placar N° 882 ABR. / 1987).

Durante o trabalho de pesquisa e coleta de material, além do que eu já tinha, para escrever este post, tive a felicidade de encontrar na Internet um vídeo que precisou apenas de uma pequena edição da minha parte para cortar imagens fora do contexto, foi um verdadeiro achado, o vídeo apresenta os gols da partida e transmite muito bem as emoções que foram vivenciadas nesta brilhante vitória do glorioso Santos Futebol Clube. Confira abaixo:

Em suma, minha primeira vez na Vila Belmiro naquele Domingo de Páscoa é algo que guardo no meu coração e na minha mente. Conhecer o local onde jogaram tantos craques, o Rei do Futebol e ver o Santos Futebol Clube conquistar uma grande vitória foi uma experiência que JAMAIS ESQUECEREI!

Agradeço ao meu Pai, do qual eu já havia herdado o DNA Santástico, por ter me levado pela primeira vez ao templo sagrado do futebol, a Vila mais famosa do mundo, o nosso alçapão, a nossa amada Vila Belmiro!

Santos Futebol Clube de 1987 em pose para foto na Vila Belmiro.

Em pé: Rodolfo Rodriguez, Nildo, Raul, Toninho Carlos e Claudinho.
Sentados: Osmarzinho, Osvaldo, Chicão, Cesar Sampaio, Mendonça e Eder.

“A Vila é o nosso templo sagrado. Ela está para o santista como Meca para os muçulmanos, Jerusalém para os judeus e o Vaticano para os católicos.” 
Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro

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Edmar Junior - Blog DNA Santastico

Edmar Junior

Torcedor do Santos FC por hereditariedade.
– Sócio do Santos FC desde 08/2006.
Ex-Diretor Social da Associação Movimento Resgate Santista
– Membro da ASSOPHIS (Assoc. dos Pesq. e Historiadores do SFC)
Membro da Confraria do Futebol Paulista/Por um Futebol Melhor
– Membro do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol)
Colecionador de livros sobre o Santos FC e seus ídolos.
Campeão do Quiz do Torcedor no Navio do Centenário.
Mantenedor do Blog DNA Santástico.

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