Arquivo do dia: 13/04/2011

REPÚDIO

Contra o mau jornalismo.

Nós, blogueiros e torcedores santistas, estamos coletivamente através deste texto postado de forma conjunta em nossos espaços virtuais de discussão, deixando claro o nosso repúdio e nojo com a maneira que está sendo tratada a possível saída do jogador Paulo Henrique.

Estamos enojados com a enxurrada de notícias que não se concretizam da saída do jogador para o Sport Clube Corinthians Paulista. Não pela possibilidade da transferência acontecer, e sim pelo grande número de “furos” noticiados de forma irresponsável.

Não temos a pretensão de ensinar alguém a fazer jornalismo. Temos a intenção sim, de pedir aos jornalistas ou não que trabalham no meio que sejam, minimamente, éticos e profissionais.

Quantas vezes as notícias de saída do jogador já foram desmentidas por procuradores do jogador, pelo assessor do jogador? Quantas vezes o jogador “esteve negociado com o Corinthians” e veio publicamente desmentir tal notícia? Quantas vezes, na saída de campo, os repórteres e outros profissionais deixam de abordar detalhes do jogo, para falar em transferência do atleta?

Não somos bobos. Todos sabemos que, assim como nós, jornalista veste camisa e torce para time A, B ou C. O que, na função de telespectadores e ouvintes, não nos interessa. O que nos interessa é a veracidade do que é noticiado e a forma que isso é tratada.

Estamos cansados de “tivemos a informação”, “uma fonte contou”, “um ex-diretor do clube disse”. Que informação? Que fonte? O jornalismo preza pela proteção da fonte, porém, preza também pela apuração dos fatos de forma correta. E seja na faculdade de jornalismo, seja na vida, vamos aprendendo que sempre é necessário ouvir os dois lados da situação.

Porque o “sim de Ganso” é destaque nos sites, capa de jornal, tema central de discussões de programas de rádio e TV e a resposta do presidente do clube vira canto de página e rodapé de programa? Resposta esta que é a mais importante, pois devemos lembrar aos nossos nobres jornalistas que, o jogador Paulo Henrique Ganso tem contrato vigente com o Santos até o ano de 2015 e que nessa relação profissional, o jogador só sai mediante pagamento da multa, conforme valores estipulados em contrato.

Trocando em miúdos. De nada adianta o jogador se acertar com presidente de clube A ou B, se o clube não pagar a multa. Creio que não precisamos lembrar disso a alguns dos nobres jornalistas, pois eles detêm essa informação até com mais detalhes que nós.

O que nós, blogueiros torcedores do Santos EXIGIMOS é ética.

Exigimos que o jornalista, antes de escrever uma matéria, esqueça que ele tem no coração um time e lembre que ele tem nas mãos o poder de formar opiniões. Esqueçam se eles têm desavenças com essa gestão do Santos e simpatia pelo antigo presidente – e não reputamos a ele nenhuma culpa sobre os incidentes, que fique claro – e lembrem que são profissionais pagos para noticiar de forma correta e verdadeira. Isso nós como leitores, ouvintes e telespectadores EXIGIMOS de vocês e dos veículos que os contratam.

Pois lembrem-se vocês que, o torcedor, baseia-se na opinião escrita e falada por vocês para formar a opinião dele. E se, vocês jornalistas, distorcerem um fato, formam opiniões distorcidas, que não são condizentes com a verdade. Até quando vocês, na função de formadores de opinião, irão continuar gerando um clima de insatisfação e de desconfiança do torcedor com um atleta, com informações que não se confirmam?

Em um momento do país onde vemos a violência banalizada, inclusive no esporte, exigimos que haja a responsabilidade na publicação de uma notícia e na formação da opinião do torcedor.

Exatamente por entendermos esse momento nós, blogueiros, estamos pedindo a todos os torcedores santistas, para que não promovam qualquer tipo de protesto, retaliação ou cobrança excessiva ao jogador Paulo Henrique Ganso, mesmo que esteja havendo uma tremenda irresponsabilidade na divulgação de notícias informando a possível saída.

Pedimos para o torcedor santista que, enquanto o jogador vestir a camisa do Santos que ele seja tratado como profissional que é. Que receba os aplausos e as críticas quando merecer e não pelo que for imputado a ele. Já que ele, em nenhum veículo, disse até o momento que jogaria pelo Corinthians, pelo contrário.

Pedimos também ao torcedor santista que repudie veículos que, sempre em vésperas de jogos decisivos, têm aparecido com notícias vinculadas à saída de jogadores. Desde o ano passado vivemos isso com o Neymar e agora de forma mais abrupta com o Paulo Henrique. Há veículos que têm tratado o assunto de forma séria, seja em rádios, seja em televisão aberta ou fechada, seja na internet. Procurem estes veículos, informem-se com outros torcedores santistas sobre quem está tratando o futebol de forma ética. Certamente, o torcedor chegará à conclusão e saberá distinguir os bons e maus profissionais.

Sabemos do tamanho do recalque que há de alguns profissionais de comunicação e veículos em ter que admitir que o Santos Futebol Clube é gigante e ultrapassou as fronteiras da cidade, do país. E vemos, no trabalho de alguns deles, que esse recalque vira distorção e mau jornalismo.

Respeitamos o direito e a opção profissional do atleta, caso ele deseje e decida sair do clube. Queremos apenas que ele continue cumprindo com suas responsabilidades enquanto atleta do Santos Futebol Clube e que, se desejar sair, que seja pela porta da frente.

“Uma mentira pode dar a volta ao mundo… enquanto a verdade ainda calça seus sapatos”. – Mark Twain .

Por Renato Ribeiro, blogueiro do Santista Roxo, em texto subscrito por vários outros santistas sobre o assunto.

Edmar Junior

 

DNA SANTÁSTICO


Sou filho de torcedor do Santos Futebol Clube, minha paixão pelo glorioso vem daí, meu pai nasceu em Vitória da Conquista-BA (as palavras que compõem o nome desta cidade tem tudo a ver com a história do Santos), passou por Belo Horizonte (onde nasci) e depois batalhou muito na cidade de São Paulo durante anos para ao lado da minha mãe realizar seus sonhos e criar os filhos. Não sei o motivo que levou meu pai escolher o Santos para torcer, mas imagino que em algum momento ele encantou-se com a magia de Pelé & Cia. Eu nasci em 1973, neste ano o Santos foi o absoluto campeão paulista, mas o título acabou sendo dividido com a Portuguesa devido erro histórico do árbitro Armando Marques na contagem da decisão por pênaltis. Em 1974, o Rei Pelé encerrou sua brilhante carreira no Santos, mas pendurou definitivamente as chuteiras somente em 1977 após defender o NY Cosmos e ajudar a difundir o futebol nos Estados Unidos da América. Em 1978 surgiu na Vila Belmiro uma geração de jogadores que ficou conhecida como Meninos da Vila, era tempo de Juary, Pita, João Paulo, Nilton Batata entre outros e mais uma vez o Santos ganhou o campeonato paulista, mas eu ainda muito pequeno nem tinha conhecimento destes fatos.

Somente no início dos anos 80 é que comecei a descobrir o que era futebol, me lembro de eventualmente ver meu pai gritando em comemoração aos gols do Santos nas partidas acompanhadas pelo rádio aos Domingos e depois ficar acordado até tarde para ver os gols no quadro Gols do Fantástico junto com ele. Nessa época eu ainda não acompanhava futebol muito de perto, havia um interesse maior quando se tratava de alguma final de campeonato, mas infelizmente o Santos nunca estava nela, os times do Morumbi e da Marginal eram a bola da vez no futebol paulista.

Meu primeiro “uniforme” do Santos, ganhei do meu pai, era um conjunto branco com detalhes em preto composto por meias, short e uma camisa sem o escudo do glorioso alvinegro da Vila Belmiro. Era tempo de recursos financeiros extremamente escassos, meu pai certamente não podia adquirir um uniforme oficial, mas eu em plena infância nem tinha noção dessas coisas e fiquei muito feliz vestindo aquela camisa que hoje considero como tendo sido o meu primeiro “manto sagrado”.

O início foi assim, agradeço ao meu pai, Sr. Edmar, por eu de forma hereditária e orgulhosa torcer pelo glorioso Santos Futebol Clube.

Sr. Edmar na Vila Belmiro

“Santos é eterno, Santos é de pai pra filho”.

Comigo foi assim, e com você, como começou exercer a Santisticidade?

Por Edmar Junior