POSIÇÃO OFICIAL DA RESGATE SANTISTA SOBRE A DISSIDÊNCIA

MANIFESTO

Antes te houvessem roto na batalha que servir ao povo de mortalha

Aos sócios do Santos

A Associação Movimento Resgate Santista foi fundada em 2001 com o propósito de dar ao Santos uma gestão democrática, transparente e profissional. Lutou contra o golpismo, o compadrio, a tirania. Lutou contra aqueles que se serviam do Santos para interesses menores, contra o desmando e a irresponsabilidade.  Mesmo derrotada em eleições, manteve firme seu compromisso com a democracia, transparência e profissionalismo.

Em memorável eleição em 2009, logramos enterrar com o voto majoritário dos sócios do Santos uma era de continuísmo. O projeto da Resgate, gestado em 10 anos de luta, reunia um amplo espectro de santistas em torno de uma tarefa clara: criar as instituições que devolvessem o Santos à soberania dos sócios, democrático, forte, vencedor, herdeiro de 100 anos de glórias mas com os olhos e o coração postos em 2112.

Este processo é longo, difícil e não linear. Como em qualquer organização, há divergências de prioridades, tempo ou ênfase. Há inevitáveis questões pessoais. Às vezes, estas divergências acumulam-se, companheiros de longa data põem-se em campos que parecem opostos, palavras mais duras levam a confrontos.

É neste contexto que queremos nos dirigir aos sócios do Santos para esclarecer as divergências que existem no interior de nosso Movimento.

A natureza de nossas divergências

É irônico que a dissidência atribua ao descontentamento com a reforma administrativa como a base de nossas divergências. Nada mais distante da realidade. A Resgate é a artífice da profissionalização do Santos. Desde sempre.

É incorreta a afirmação da dissidência que a Resgate deseja construir um poder paralelo ou defenda uma ingerência na gestão administrativa do Santos. A Resgate apresentou aos sócios uma chapa liderada por um Resgatista histórico e ex-presidente da Resgate em 2009 e novamente em 2011. A Resgate propôs aos sócios e logrou aprovar um Estatuto fundado em um Comitê de Gestão representativo e colegiado , um Conselho Deliberativo atuante e uma área profissional eficiente , focada na excelência no futebol e no relacionamento com os sócios.

A Resgate sempre defendeu que o Comitê de Gestão deve ter autonomia, nos marcos do orçamento aprovado e no âmbito das instituições do Santos. A contrapartida desta autonomia é o dever permanente de prestar contas no sentido mais amplo: aos sócios, representados pelo Conselho e pelas distintas correntes de opinião e movimentos que militam  no Santos; aos torcedores, organizados ou não; à imprensa; às comunidades onde vivemos. É este o sentido de transparência que advogamos desde 2001: explicaremos nossos acertos mas não esconderemos nossos erros; julgaremos as críticas pelo seu mérito e não por quem as endereçou.

Mais, a contrapartida desta autonomia é o dever de aceitar o contraditório, a crítica, a controvérsia. É a paciência de explicar as decisões tomadas sem recorrer à soberba de acreditar que quem vive o dia a dia toma sempre a decisão mais sábia. E, sabemos todos, autonomia na gestão não é cheque em branco.

Ao contrário do que afirma a dissidência, estamos seguros que o Comitê de Gestão – muitos deles experientes, com inequívoca trajetória democrática –  não deseja apoio incondicional.

Se um irmão não pode chamar a atenção do outro quando este se equivoca, quem o fará?   Como corrigir rumos se companheiros são instados a calar? Quem advertirá contra riscos de aparelhamento ou correntes construídas à sombra da máquina administrativa se não houver tolerância à crítica? Como proteger a pluralidade e o debate vigoroso, franco e aberto se  a concordância é recompensada e a crítica é penalizada? Queremos uma nova geração de santistas acovardada , com medo de pronunciar-se para não ser considerada oposicionista ?  Por que a dissidência julga que pode falar em nome do Comitê de Gestão?

Ademais, de que casos concretos estamos falando? Das críticas (brandas , registre-se) ao caótico atendimento aos sócios no tema dos ingressos? Da controvérsia travada no Conselho quando da aprovação das contas? Quando faltou apoio da Resgate ao Comitê de Gestão? Como poderia a Resgate não apoiar  um Comitê de Gestão que é majoritariamente formado de resgatistas históricos? Quando faltou apoio concreto da Resgate à governabilidade no Santos?

Mais grave contudo é quando a idéia abstrata de governabilidade ganha contornos concretos e transforma-se em risco de excesso de poder.
 A dissidência concentra as presidências das comissões de Estatuto e Sindicância e do Conselho Fiscal. Resgatistas ilustres e honrados, foram votados pelos conselheiros para representarem o Conselho e por extensão os sócios. E, nestas cadeiras, não se espera deles apoio incondicional ao Comitê de Gestão. Espera-se deles que funcionem exatamente como contrapeso ao Comitê de Gestão. Não por que o Comitê  de Gestão fez ou fará algo inadequado; antes por que a independência de critério e de ação está na gênese de sua função. Naquelas cadeiras e enquanto durar seu mandato, eles representam a vontade genérica, abstrata, ex ante dos conselheiros de criar anteparos e contrapesos aos desígnios do Comitê de Gestão.

Esta construção institucional não visa a afetar a governabilidade ou criar um poder paralelo. Ao contrário, estabelece limites às ações do Comitê de Gestão. E estes limites não perguntam se o Santos está dirigido pelo companheiro Luiz Alvaro ou por outro santista de reconhecida trajetória democrática. Nossa tarefa como resgatistas é construir instituições que independam das convicções das pessoas ou de seu histórico, ainda que impecável. Por que um dia o Santos será – como já foi –  governado por Comitês de Gestão com tentação de concentrar poder, evitar a controvérsia, transformar o debate livre de idéias em encenação vazia.

Que papel tem a Resgate?

É falaciosa e autocrática a idéia que um Santos forte requer uma Resgate fraca , porque uma Resgate forte atrapalharia a gestão do Santos.  Um Santos forte requer correntes de opinião organizadas, que contribuam para o debate no clube, que canalizem a opinião dos sócios e que formem , no embate de idéias, as futuras lideranças.  Queremos que os santistas que não são conselheiros só participem da vida do clube na época eleitoral?  Um Santos forte requer uma organização  que torne o clube maior e melhor. Se restringirmos nossa organização ao período eleitoral,  os santistas viverão o Santos de maneira mais fluida, mais focada no curto prazo, mais personalizada. Será mais difícil construir consenso, compartilhar idéias, reforçar na prática cotidiana os valores que nos unem. Quem perde é o Santos. Sem uma organização forte , frustraremos sócios com quem firmamos compromissos políticos. Não é  exatamente contra este silêncio que lutamos durante anos?

Um Santos forte requer uma torcida pujante, grande , medida em milhões. Deste grupo, esperamos ter sócios ativos , medidos em dezenas de milhares. Deste contingente, um grupo menor, oxalá medido em milhares,  se interessará pela vida institucional do clube. Como fazê-lo se não houver movimentos abertos, amplos , organizados, com vida permanente?  Destes distintos movimentos , centenas concorrerão à eleição do Conselho Deliberativo. E, entre os conselheiros da corrente majoritária, elegeremos uma dezena de pessoas para o Comitê de Gestão e para os postos mais importantes do Conselho e das comissões que iremos com o tempo construir.

Como elaboraremos nossa lista de candidatos se não temos uma organização aberta que dê oportunidade a todos de influenciar os rumos do Santos? É  bom para o Santos se a lista de candidatos ao Conselho for  decidida em âmbito privado fora do confronto aberto de idéias?   

Se a direção eventual da Resgate não está cumprindo com sua obrigação, é dever dos companheiros descontentes dar concretude às críticas e propor as  mudanças. A Resgate tem uma larga história de democracia interna . Somos pouco menos de 300 resgatistas : chamemos uma Assembléia para tratar das divergências e construir a unidade de ação. 

Que papel tem o Conselho?

É crucial que o Conselho Deliberativo tenha vida orgânica, que não seja extensão de qualquer  Comitê de Gestão, mesmo o mais preparado, mesmo aquele formado por resgatistas de primeira hora. Será que não compreendemos que é nossa tarefa fortalecer os mecanismos de contrapeso, sobretudo quando nós mesmos recebemos um mandato majoritário dos sócios? Recebemos este mandato para construir um Santos mais forte, perene, com instituições reais e não de fachada , que resista às maiorias eventuais, sobretudo quando muito populares, sobretudo quando o time estiver bem em campo.

As tarefas do Conselho Deliberativo vão muito além de fiscalizar o Comitê de Gestão.

É tarefa do Conselho , por definição mais amplo e mais representativo do conjunto dos sócios , construir e debater nossa ambição de longo prazo. É tarefa do Conselho cuidar para que as instituições do Santos sejam pautadas na democracia e  na transparência. É tarefa do Conselho decidir as políticas de remuneração e os limites de endividamento . É tarefa do Conselho definir as políticas de conflito de interesses e partes relacionadas, que teria evitado que uma questão importante e sensível em qualquer organização tivesse sido levantada de maneira incorreta e mal educada na última reunião . É tarefa do Conselho acompanhar a execução orçamentária. É tarefa do Conselho organizar-se em comissões que espelhem as prioridades do Comitê de Gestão:  orçamento, relacionamento com sócios , arena, relacionamento com investidores, formação de atletas , comunicação e marketing, finanças. É assim que funciona um legislativo bom e  atuante. Por que seria diferente no Santos? Por que seria interpretado como poder paralelo ou ingerência na gestão?

Um apelo à unidade

Nossas divergências não são inconciliáveis. O Santos perde se Resgatistas históricos, que ajudaram a construir um movimento vitorioso buscam outros caminhos. O Santos perde servido se a dissidência ignorar as tarefas orgânicas que se apresentam para o Santos agora e não usar sua capacidade e energia para consolidar as instituições internas do Santos. Não precisamos – e tampouco quer o Comitê de Gestão – um debate amorfo, pro forma, uma pantomima com aparência de controvérsia.

Lamentamos profundamente a saída de nossos companheiros, que esperamos possa ser revertida. A Resgate é produto de uma história concreta  e de seus compromissos com os milhares de santistas anônimos que , na derrota e na vitória, sempre acreditaram que a Resgate encarnava a democracia , a transparência e a esperança de uma gestão profissional .

Democracia não se constrói com apoio incondicional. Não é ordem unida, não se funda na obediência e no silêncio obsequioso. Democracia se constrói com tolerância no debate, com instituições sólidas que funcionem como um farol para correção de rumos, com a convicção que contrapesos e opiniões divergentes fazem bem para o todo e para as partes. Democracia é administração institucional de conflitos e nunca sua supressão.

Nossa tarefa é entregar às próximas gerações um Santos muito melhor do que recebemos. Estamos dando passos importantes nesta direção e será, sabemos todos,  um longo e tortuoso processo. Todos os santistas que subscrevem os valores de democracia, transparência e profissionalismo são imprescindíveis.  

Apelamos à dissidência que retorne a sua casa. A bandeira da Resgate tremulará , ainda que rota, mais forte.

—–//—–

O Blog DNA Santástico, na figura de seu mantenedor Edmar Junior, é membro da Associação Movimento Resgate Santista.

Edmar Junior

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6 Respostas para “POSIÇÃO OFICIAL DA RESGATE SANTISTA SOBRE A DISSIDÊNCIA

  1. ROMEU BOHACZUK

    Sou Santista e amo o Santos FC, vi Pelé e companhia, vi Pita, Nilton Batata, Juari e João Paulo, vi Robinho e Diego, além disso vi o messias, serginho chulapa, e muitos idolos que já se foram, e sempre honraram a camisa do Santos. Hoje com essa diretoria, que deveria ser a diretoria dos sonhos eu vejo BILL com a camisa 9 do Glorioso, vejo RENTERIA, vejo um absurdo camado GERSON MAGRÃO, meus amigos santistas que decepção.

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  2. Prezada Eliana Nascimento

    Que honra você ter visto o Rei atuando em campo, nasci quando ele já estava prestes a pendurar as chuteiras no Santos Futebol Clube, não tive este privilégio de ve-lo jogar ao vivo, mas sou fã do Rei Pelé.
    Assim como você, também votei no LAOR, no meu caso nas duas ocasiões e não podia ser diferente como integrante da Resgate Santista, entretanto o fato de ter apoiado não significa ter assinado cheque em branco, critico quando assim se faz necessário e elogio quando merecem.

    O momento é delicado, o primeiro desta gestão, muita coisa precisa ser ajustada e não devemos contribuir para que uma crise se instale efetivamente na Vila Belmiro, temos que criticar de forma construtiva, cobrar com bom senso, sermos propositivos e apoiar quem esta no comando para retomarmos o caminho das vitórias em campo e fora dele sermos referência em termos de gestão.

    Em tempo, é importante que fique claro, que os dissidentes que sairam da Resgate Santista o fizeram porque entendem que o apoio ao Presidente e Comitê de Gestão deve ser incondicional, eu e os integrantes que permaneceram na Resgate entendemos que não deve ser assim, mas da maneira como expliquei antes, ou seja, apoiamos mas sem cheque em branco! Se um dia a democracia, a transparência e o profissionalismo deixarem de ser os princípios que norteiam a Resgate, eu deixarei o movimento, porque acima de tudo e de todos sou Santos Futebol Clube.

    Compreendo suas aflições e seu desabafo, agradeço pela visita ao blog!

    Cordialmente.

    Edmar Junior

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  3. Eliana Nascimento

    Amigo Edmar, realmente amo o SFC, estive nas duas despedidas do Pelé na vila e no Maracanã, meu pai é sócio remido (6742) e eu fui sua dependente e depois sócia, votei no Laor, na primeira vez q ele concorreu, na segundanão pude ir votar. Portanto , me livre para pode criticar o que está ocorrendo hoje no clube.
    Esse passado q vc comenta do MT, ficou pra trás e não voltara´, mas te digo, nem naquela época fiquei tão apavorada e descrente como estou me sentido agora, hoje.
    Edmar, meu filho 407 funcionários??????
    Acabo de ver nas redes sociais , que o Arouca pode ser vendido?????
    Vcs só vendem os bons , e trazem só tranqueiras??????
    Repito DECEPÇÃO , total decepção é isso que sinto com a atual diretoria.
    Só notícias ruins, clube desacreditado, mentiras, desrespeito com o torcedor que ama e sofre pelo clube.
    Quero o SFC forte, e vcs tinham tudo pra fazer isso cada vez mais, mas infelizmente se perderam, e sim estão matando o Santos.
    Edmar , oro que venha uma luz , e tudo se transforme, quero queimar minha “lingua”, quero o time campeão.
    Mas , sinceramente não acredito mais em vcs, muita mentira, não sou burra e sei ler nas linhas e nas sublinhas, estamos quebrados…. sim pq não são vcs que estão com o pires na mão , somos nós!
    Edmar, outra coisa, nunca vi em 50 anos de Santos, tanta incompetência pra fazer contratar, eu quero um time forte , se vender comprar no mesmo nível, e não é o que acontece, passamos vergonha no Japão, fomos p lá sem reforçar o time, ainda vendemos, sem repor.
    E continuamos piorando e nada fazendo esse ano.
    Amigo , desculpe o desabafo, mas estou realmente preocupada , e com sério pressentimento de rebaixamento, o que é meu medo, pq dificilmente erro qdo me sinto assim, oxalá esteja completamente errada.
    Grata por sua atenção,
    Eliana

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  4. Olá Eliana

    Infelizmente não tive a honra de ver o movimento nascer, cheguei nele somente em 2007, mas em tempo de colaborar no trabalho que culminou na vitória obtida na eleição de 2009.

    O manifesto em pauta trata da dissidência que ocorre no momento, deixa claro que Democracia não se constrói com apoio incondicional, mas faz apelo pela unidade, de modo que o Santos seja cada vez mais forte.

    É verdade que o Santos Futebol Clube passa por um momento delicado, mas longe de estar morrendo, talvez estivesse em 2009 quando o ex-Presidente chegou a declarar que em caso de queda para 2ª divisão o clube não teria forças para retornar a 1ª divisão do futebol brasileiro. De lá para cá muita coisa mudou, conquistamos vários títulos, ampliamos o percentual dos direitos econômicos dos jogadores das categorias de base, os patrocínios tiveram um salto extremamente significativo, dívidas deixadas pela gestão anterior, inclusive com o próprio ex-presidente, foram equacionadas, o clube ganhou milhares de novos sócios, modernizamos e redemocratizamos o estatuto social entre muitas outras realizações.

    Como torcedora do Santos Futebol Clube você não teve motivos para se orgulhar durante este curto período da nova gestão?

    O início da sua mensagem houve menção ao Peres, tenho grande apreço por ele, em 2009 estivemos em lados opostos, eu com a Resgate (LAOR) e ele com a Rumo Certo (MT), nunca deixamos de nos respeitar, inclusive já nos encontramos posteriormente defendendo a mesma causa em prol do clube, pois o importante é que o Santos sempre esteja acima de tudo e de todos!

    Obrigado por sua visita ao blog.

    Cordialmente.

    Edmar Junior

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  5. Eliana Nascimento

    Vi esse movimento nascer, com o Peres, tenho a carteirinha da ONG Santos Vivo, e vou dizer só uma coisa : DECEPÇÃO!
    Em todo o texto só vi “resgatista isso, resgatista aquilo” ….. é …dê poder ao homem e vc o conhecerá!
    Repito que decepção, egos inflamados, arrogancia, etc …
    E o SANTOS FUTEBOL CLUBE ….morrendo , levaram 10 anos pra assumir , pra fazerem isso ???? briga politica, nenhuma transparencia, 400 funcionários(ne Barcelona e Real Madrid juntos tem isso) , estão se saindo pior que o MT, mas pelo menos nos deixou o hotel e ct alvinegro.
    Vocês, com o faturamento TRIPLICADO , NÃO ESTÃO FAZENDO NADA, NEM JOGADORES , NEM PATRIMÔNIO, NADAAAAAAAA…..
    Quero que a resgate e os resgatista se danem , fora do meu Santos, seus incompetentes, falaram tanto do MT e estão fazendo pior!
    Fora MT, fora Resgate, vou orar pra que apareça um SANTISTA , QUE REALMENTE AME O CLUBE E O RESPEITE.

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  6. Para quem nao conhece critica o movimento, mas agora ficou claro pelo menos pra mim, parabéns pela matéria.

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