Arquivo do dia: 13/01/2013

PROJETO CROWDFUNDING MENINOS DA FILA

Grande vencedor da recente Mostra Curta Santos F.C., o curta-metragem MENINOS DA FILA, dirigido por Ciro Hamen, conta a história de uma geração de torcedores do Santos Futebol Clube que vivenciou um dos períodos mais difíceis da trajetória do alvinegro praiano, os 18 anos de “seca” (entre 1984 e 2002), no qual o time ganhou apenas títulos menos expressivos, contado por aqueles que mais sofreram, os torcedores que nasceram e cresceram nessa época. Não viram Pelé e conheciam as glórias apenas por meio dos livros, mas mesmo assim foram corajosos e jamais abandonaram o Peixe.

Direção: Ciro Hamen
10’00” | documentário | digital | cor | Santos – SP | 2012

Diretor Ciro Hamen de MENINOS DA FILA recebendo o troféu de vencedor da Mostra Curta Santos F.C.

Assista na íntegra o curta-metragem MENINOS DA FILA:

O curta-metragem é muito bacana, mas por conta de seu pouco tempo de duração (10 minutos, exigência para participar da Mostra Curta Santos F.C.), muitas histórias acabaram ficando de de fora.

Para tentar resolver isto, o Diretor Ciro Hamen lançou um projeto de crowdfunding com intuito de financiar uma websérie inspirada no curta-metragem, onde ele pretende colocar todas a histórias da época da “fila”, conforme ele explica no vídeo abaixo:

É sem dúvida uma bela ideia, que resgata uma época sofrida, mas importante para o fortalecimento do amor de toda uma geração de torcedores pelo Santos.

O Blog DNA Santástico, na figura de seu mantenedor Edmar Junior, deseja que o projeto alcance a meta e se torne realidade!

Saiba mais

Para saber mais detalhes do projeto, como contribuir e quais as recompensas, clique no link abaixo:

http://catarse.me/pt/meninosdafila 

Por ora, é só! Deixe seu comentário (você pode inclusive usar seu perfil do Facebook para isto) e até o próximo post!

Edmar Junior

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Uma trilha sonora SANTÁSTICA para nação santista curtir enquanto navega:

SoundCloudSFC - Blog DNA Santastico

Clique na imagem e divirta-se!

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SANTOS FC – UMA HISTÓRIA CONTADA EM VERSOS | 6º CAPÍTULO |

O Blog DNA Santástico orgulhosamente apresenta o 6º capítulo de “SANTOS FC – UMA HISTÓRIA CONTADA EM VERSOS”, de autoria do torcedor santista Roberto Dias Alvares, cuja obra conta a história do glorioso alvinegro praiano na forma de versos em aproximadamente 700 estrofes no sistema de quadras, onde o primeiro verso rima com o terceiro e o segundo rima com o quarto.

Neste capítulo a obra abrangerá o inesquecível ano de 1963, apreciem:

SANTOS FC – UMA HISTÓRIA CONTADA EM VERSOS
| 6º capítulo |

1963

O Rio-São Paulo foi conquistado.
Taça Brasil, Libertadores e Mundial.
O Boca Juniors foi derrotado.
E o poderoso Milan vencido no final.

Na semifinal da Taça Brasil
Santos e Grêmio em um duelo.
E o Santos em dois jogos decidiu,
praticando o futebol mais belo.

O Grêmio na semifinal
mostrou-se adversário valoroso.
Mas em Porto Alegre ao final,
não resistiu ao todo poderoso.

Foi três a um para os santistas,
mas não há quem se esqueça,
Pelé e Coutinho protagonistas
de uma linda tabela de cabeça.

Pelé e Coutinho de cabeça trocam passe.
Zagueiros gaúchos assistem paralisados.
Arranca aplausos esta jogada de classe.
Deixando á todos admirados.

No jogo da volta,
teve dificuldades pra vencer.
Mas quando o time se solta.
o adversário não tem o que fazer.

Por três a um o Grêmio vencia.
O Santos virou pra quatro a três.
Pelé jogou no gol neste dia.
O Santos na final outra vez.

Pelé de Goleiro contra o Grêmio

Pelé de Goleiro contra o Grêmio

Novamente contra o Bahia,
o Santos foi campeão brasileiro.
Jogando futebol com alegria,
mostrou ser o dono do terreiro.

Na Libertadores, a semifinal,
contra o grande Botafogo.
O Santos empata o primeiro no final.
E novamente goleia no segundo jogo.

Em pleno Maracanã, o Santos desfila.
Por quatro a zero aplica uma goleada.
O futebol dos craques da Vila;
sinfonia perfeitamente orquestrada.

Pelé marca tocando por cobertura.
O rei ganha de três e cabeceia para o gol.
Pelé bate o pênalti com categoria pura.
Lima faz o seu, encerrando o show.

Conquista da Libertadores da América
Conseguida com duas vitórias.
Deixando a torcida feliz e histérica.
Era o Santos fazendo história.

No Maracanã foi disputado,
o primeiro jogo da final.
Santos três a dois foi o resultado.
Pela disputa do título continental.

Coutinho completa bola cruzada em diagonal.
Coutinho chuta com violência pra marcar.
Lima chuta cruzado de forma sensacional.
O Boca Junior faz dois gols antes do jogo acabar.

Na Argentina a torcida incentivou,
cantando e gritando como louca.
Mas no final nada disso adiantou.
Coutinho e Pelé foi dois a um no Boca.

Pelé domina no peito, rola pra Coutinho,
que marca e cala a Bombonera.
Pelé dribla Orlando e chuta no cantinho.
Virando o jogo desta maneira.

Santos x Boca

Santos x Boca

Conquistar títulos virou rotina.
Também fora de sua fronteira.
Valorizado por ser na Argentina,
contra Boca Juniors na Bombonera.

No mundial, contra o time milanês,
três vezes o Santos teve de jogar.
Venceu o adversário mais de uma vez.
Para o bi mundial poder conquistar.

O jogo realizado em Milão
a equipe italiana venceu mas apelou.
Pelé sofreu uma dura marcação.
Fez dois tentos, mas de nada adiantou.

Após lançamento alto no meio,
Pelé de peito ajeitou.
Coutinho marca em lindo voleio,
mas o tento o juiz anulou.

A imprensa italiana então
chamou o Santos de ultrapassado.
Diziam que o Milan já era o campeão,
e que no Brasil o fato seria consumado.

Após perder a primeira partida,
no Maracanã, o troco foi dado.
Vencido por quatro a dois na ida.
No Brasil, Milan duas vezes derrotado.

Foi dois a zero na etapa inicial
para a equipe milanesa.
Após o intervalo, embate triunfal.
Virar o jogo e ganhar era certeza.

Um jornalista carioca comentou
que a festa italiana estava preparada.
Foi à preleção que precisou
para o Santos partir para a virada.

A noite bela e estrelada,
súbito, transformou-se em temporal.
Os jogadores não pensavam em nada,
e partiram para uma virada sensacional.

Ficaram tomando chuva no gramado,
ansiosos para o reinicio da partida.
O time italiano ficou assustado,
vendo a confiança santista renascida.

Dalmo cruza a bola alta,
para Mengálvio desviar,
Pepe faz dois gols batendo falta.
Lima, chuta forte pra marcar.

Batendo duas faltas á sua maneira,
Pepe assombrou os milaneses.
Os chutes passaram no meio da barreira.
A meta italiana cairia mais vezes.

A bola foi na área alçada.
Mengálvio e Almir para cabecear.
O desfecho desta jogada
no ângulo esquerdo a bola foi entrar.

Lima recebeu na intermediária.
Mesmo marcado, forte chutou.
O goleiro Ghezzi imóvel na área
viu a bola aninhada no fundo do gol.

Mesmo sem Calvet, Zito e Pelé
os milaneses foram dominados.
O Santos passou a dar olé,
tocando de pé em pé,
lenços brancos eram acenados.

Santos quatro a dois nesta partida.
Almir Pernambuquinho, o Pelé branco.
Recebeu pancada e levou de vencida.
Saiu ovacionado, amparado e manco.

O terceiro jogo da decisão final.
Foi violento, pegajoso, nada calmo.
Santos um a zero, na bola e no pau.
O pênalti foi convertido por Dalmo.

O momento mágico vivido por Dalmo aconteceu no Maracanã, no dia 16 de Novembro de 1963, quando Dalmo fez de pênalti o gol da vitória santista na terceira partida das finais diante do Milan e o Santos Futebol Clube sagrou-se assim BI-CAMPEÃO MUNDIAL

O momento mágico vivido por Dalmo.

No lance da penalidade,
Maldini atingiu a cabeça de Almir.
Um lance covarde de pura maldade,
Mas que a partida iria decidir.

O jogo várias vezes interrompido.
Pela violência do italiano Maldini.
Não aceitavam a derrota, serem vencidos
os brasileiros Amarildo e Altafini.

Após a expulsão de Maldini,
pelo pênalti, num ato violento.
Dalmo bateu sem chances pra Balzarini.
Marcando do jogo o único tento.

Amarildo e Altafini, o Mazola,
confundiram violência com raça.
O Santos ganhou no pau e na bola.
Levando no final a importante taça.

Santos 1963 - Blog DNA Santastico

Assim que a partida foi encerrada.
O cansaço tinha a todos dominado.
A volta olímpica foi lentamente dada,
por heróis arrastando-se pelo gramado.

Na entrada do Maracanã afixada,
placa do grande campeão brasileiro.
Nela foi para a eternidade grafada
agradecimento do Santos ao Rio de Janeiro.

Nesta placa uma mensagem que toca.
Doces palavras como água salubre:
“Às palmas da torcida carioca,
o coração do Santos Futebol Clube”.

O Vasco por dois a zero vencia.
Cadê o Rei? Perguntava Brito.
Logo a partida terminaria.
Iria arrepender-se do que havia dito.

Dois minutos para o jogo acabar.
Pelé então dois tentos marcou.
Pegou a bola e foi para Brito entregar:
“Toma, fala pra sua mãe que o Rei mandou”.

Com oito jogadores santistas,
a Seleção, neste ano joga e ganha,
Tendo Pelé entre os artistas.
O Brasil vence a poderosa Alemanha.

O jogo foi na Alemanha realizado.
E a Seleção local logo saiu marcando.
Gols por Coutinho e Pelé assinalados,
dois a um, o Brasil acabou ganhando.

 Autor: Roberto Dias Alvares

O Blog DNA Santástico na figura de seu mantenedor, Edmar Junior, reitera agradecimento ao amigo Roberto Dias Alvares pela confiança, parabeniza pela iniciativa e pela belíssima obra que homenageia e exalta o glorioso Santos Futebol Clube.

Em breve o 7º capítulo de Santos FC – Uma história contada em versos será publicada aqui, não percam!

Leia também:
Santos FC – Uma história contada em versos – 1º capítulo

Santos FC – Uma história contada em versos – 2º capítulo

Santos FC – Uma história contada em versos – 3º capítulo

Santos FC – Uma história contada em versos – 4º capítulo

Santos FC – Uma história contada em versos – 5º capítulo

Por ora, é só! Deixe seu comentário e até o próximo post!

Edmar Junior

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ASSÉDIO E CORAGEM SANTISTA

Conclui recentemente a leitura do livro “VIAGEM EM TORNO DE PELÉ” de 1963, cuja autoria é de Mário Filho, consagrado jornalista e escritor, que após sua morte em 1966 teve o nome emprestado na forma de homenagem ao antigo Estádio Municipal do Maracanã que passou a ser denominado oficialmente como Estádio Jornalista Mário Filho.

Capa do livro VIAGEM EM TORNO DE PELÉ

Capa do livro VIAGEM EM TORNO DE PELÉ

No livro Mário Filho relata os primeiros anos da biografia do Rei do Futebol, desde quando este ainda era apenas um menino apelidado de Dico, a chegada e primeiros anos no Santos Futebol Clube, passando pela consagração na Copa do Mundo de 1958 nos gramados da Suécia e finaliza com um capítulo sobre o reinado de Pelé.

Pelé e Mário Filho

Pelé com Mário Filho

E foi justamente este último capítulo do livro que mais chamou minha atenção, por dois pontos em especial:

  • O forte assédio que Pelé e os dirigentes do Santos recebiam dos times europeus que desejavam contratar o Rei do Futebol, a maneira como eles lidavam com isto e a semelhança de tal situação com o que vivenciamos nos dias atuais no que diz respeito ao também craque Neymar.
  • A coragem dos dirigentes do Santos Futebol Clube naquele tempo, até mesmo diante da CBD (Confederação Brasileira de Desportos) e como hoje em dia as coisas são diferentes.

O ASSÉDIO

Sobre o assédio ao Rei Pelé, na página 294, o autor conta que:

O Santos recebeu uma oferta de cinquenta milhões pelo passe de Pelé.

Viu-se, então, um rapaz de dezoito anos não se perturbar com os milhões do Real Madrid.

Pelé não tinha a menor dúvida de que a coroa era dele. Preferia o Brasil.

Modesto Roma (Dirigente do Santos) achou graça na proposta do Real Madrid. “Cinquenta milhões só?” O Real Madrid se dispôs a oferecer mais, a pagar o que o Santos quisesse.

“O Real Madrid – respondeu Modesto Roma –  não tem dinheiro para comprar Pelé.”

Modesto Roma

Modesto Roma

Já à partir da página 308, Mário Filho narra o assédio da Internazionale de Milão:

– Faça um preço, imagine uma cifra, não tenha medo de pedir muito. Peça alto. Queremos uma cifra – era o que diziam os italianos em telegramas angustiantes.

A resposta de Modesto Roma foi a de que não havia preço para Pelé. A mesma resposta que dera ao Real Madrid.

Modesto Roma recusava-se a pensar numa cifra. Rasgava os telegramas da Internazionale.

Na página 314, o autor conta que o Santos Futebol Clube estava em Paris e o Presidente Athié Jorge Cury não saía de perto de Pelé. Era para responder a uma pergunta invariável: Pelé será vendido?

Não há dinheiro que compre Pelé, respondia o Presidente Athié.

Já Pelé, apenas dizia:

– Eu sou jogador do Santos. Tenho um contrato e vou cumpri-lo.

Pelé e o Presidente Athié Jorge Cury

Pelé e o Presidente Athié Jorge Cury

Na página 327 o autor menciona o Pepe Gordo, um torcedor do Santos, que tratava dos negócios de Zito e ia tratar dos negócios de Pelé. Na primeira operação que fez para Pelé deu-lhe um lucro tão grande que o decidiu de vez. Pepe Gordo, porém, tinha uma condição:

– Eu quero um compromisso de honra: você nunca deixará o Santos.

Pelé assumira o compromisso. Pepe Gordo era Santos, mas era Pelé.

Pelé e Pepe Gordo

Pelé e Pepe Gordo

A partir da página 332, Mário Filho conta que:

O Santos havia conquistado o Torneio de Paris e seguiu para conquistar o Torneio da Itália, aclamado como o maior time do mundo. Era o time que tinha Pelé, nenhum outro time podia comparar-se ao Santos. A cada exibição de Pelé os clubes italianos aumentavam as ofertas para conquistá-lo. Pepe Gordo não deixava Pelé um só instante. Era Pelé, mas era Santos. Tinha a palavra de Pelé de que não deixaria nunca o Santos. Mas o que ofereciam  a Pelé era para abalar qualquer um. Primeiro foi o Inter: quarenta milhões de luvas, à vista, casa e carro. E era para começar a conversa.

– E você não precisa vir já. Esperaremos até depois do campeonato do mundo.

Pelé recusou:

– Não penso em sair do Santos ou do Brasil.

O dinheiro não era tudo. Sentia-se preso ao Santos, que lhe dera a oportunidade de jogar no escrete brasileiro com dezessete anos. E mais preso ao Brasil ainda.

Pepe Gordo ficou de coração parado quando a Juventus ofereceu a Pelé trezentos mil dólares. Se ofereciam assim trezentos mil dólares, de cara, chegariam a quinhentos mil.

Pelé não se perturbou.

– É muito dinheiro, mas não saio do Brasil.

Foi o que fez Pepe Gordo dizer:

– É Deus no céu e Pelé na terra.

Ao ler as situações acima mencionadas é impossível não ter a sensação de que atualmente estamos vivenciando a mesma história, espero que Neymar faça como Pelé e jamais deixe o Santos Futebol Clube.

CORAGEM SANTISTA

Na página 315, o autor conta que o Santos Futebol Clube de Pelé & cia estava dando show no Torneio de Paris, em paralelo a CBD (Confederação Brasileira de Desportos) organizava um jogo entre brasileiros e chilenos em benefício das vítimas do terremoto no Chile e do desastre de Orós.

O Presidente Juscelino Kubitschek patrocinava a partida. Daí o esforço da CBD para trazer Pelé. O Santos respondeu que tinha um contrato a cumprir e que o contrato exigia a presença de Pelé em todos os jogos.

A CBD não abria mão de Pelé e ameaçou suspender a temporada do Santos. Enquanto os telegramas iam e viam, a partida Brasil e Chile foi realizada sem Pelé e o Santos continuou a temporada na Europa.

Finalmente a CBD tomou uma decisão: o Santos teria de regressar imediatamente, seria punido severamente se realizasse mais um jogo. Não havia, porém, mais necessidade de Pelé. O Santos fez um apelo. Teria de pagar uma multa pesadíssima se não acabasse a excursão. A CBD terminou concordando.

Bons tempos em que o Santos tinha força política nos bastidores e principalmente coragem para enfrentar até a então toda poderosa CBD, que mais tarde deu lugar a atual CBF, essa mesmo que nos dias atuais avaliza a convocação do craque Neymar para amistosos caça-níqueis, desfalcando e prejudicando constantemente o Santos Futebol Clube.

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Edmar Junior

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