Arquivo do dia: 20/01/2013

FELIZ ANIVERSÁRIO RODOLFO RODRÍGUEZ!

Através deste post presto uma singela homenagem ao goleiro que foi ídolo na minha infância, condição esta que ele detém até hoje.

Rodolfo Rodríguez, o Blog DNA Santástico na figura de seu mantenedor Edmar Junior deseja que hoje em especial você tenha muitos motivos para comemorar, festejar e agradecer por todas as conquistas que realizou, e que Deus te ilumine para que continue conquistando e realizando suas metas. Feliz aniversário!

Rodolfo Rodríguez e Edmar Junior

Rodolfo Rodríguez e Edmar Junior

saiba mais sobre o ídolo RODOLFO RODRÍGUEZ:

Ao longo da sua história o Santos Futebol Clube teve excelentes goleiros, tais como Manga, o grande Gylmar dos Santos Neves, Cejas e mais recentemente Fábio Costa para citar apenas alguns nomes. Mas, dos que eu vi jogar, Rodolfo Rodríguez foi sem dúvida alguma o melhor deles.

Cresci nos anos 80, ser santista nesta época não era fácil, o nosso conhecido DNA ofensivo não se fazia muito presente e naquele tempo quem se destacava era o nosso goleirão Rodolfo Rodríguez, lembro-me das brincadeiras de futebol na rua quando eu ia para o gol e após alguma defesa gritava de forma efusiva: Rodooooolfo Rodríguezzz!!!! Numa época escassa de ídolos, Rodolfo Rodríguez foi o ídolo de toda uma geração de santistas.

Rodolfo Sergio Rodríguez y Rodríguez
Fonte: Wikipédia

Nasceu em Montevidéu, no Uruguai, no dia 20 de Janeiro de 1956.

Começou sua carreira no Cerro, em 1976, equipe que defendeu por dois anos até chegar no Nacional de Montevidéu, onde foi campeão da Copa Libertadores da América e da Copa Intercontinental em 1980, além de ter vencido o campeonato uruguaio em três oportunidades: 1977, 1980 e 1983.

Em 1983, defendendo a Seleção Uruguaia no Mundialito contra a Seleção Brasileira, teve uma atuação impecável fechando o gol e chamando a atenção do Santos. Foi contratado em 1984 por 120 mil dólares, um valor considerado alto para um goleiro na época, dinheiro emprestado pelo Rei Pelé.

No Santos, onde jogou de 1984 a 1988, tornou-se rapidamente ídolo e conquistou três títulos: Campeonato Paulista (1984), Copa Kirin do Japão (1985) e Torneio Cidade de Marseille (1987), na França.

No Brasil, além do Santos Futebol Clube, jogou também no Esporte Clube Bahia e na Associação Portuguesa de Desportos.

Em 29/12/2009 ele foi eleito jogador símbolo do Santos no período 71-90. A diretoria do Santos acionou os torcedores para escolher os melhores atletas do clube em quatro momentos. Araken Patusca, Pelé, Rodolfo Rodriguez e Robinho foram considerados os símbolos de eras distintas.

A seqüência de defesas na Vila Belmiro

No dia 14 de Julho de 1984, um Sábado, na Vila Belmiro, ele protagonizou uma das mais fantásticas seqüências de defesas da história do futebol. Rodolfo Rodríguez faz uma série incrível de defesas contra o América de Rio Preto, que viraram referência toda vez que se fala em grande lance de goleiros. Foram cinco defesas consecutivas no total, enquanto a defesa do Santos assistia inerte aos milagres do guerreiro uruguaio. Na época o atacante Tarcísio, do América, declarou estupefato: “Rodolfo é maior que o gol”.

Em 18 de Julho de 2010, Rodolfo Rodríguez ganhou a primeira Defesa de Placa da história do futebol, entregue por Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro, presidente do Santos Futebol Clube.

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O ANJO DAS PERNAS TORTAS

Ele nunca jogou no Santos Futebol Clube, mas hoje  o Blog DNA Santástico abrirá uma exceção para homenagear um grande ídolo do futebol.

À sua maneira, genial como Pelé, ousado e alegre como Neymar!

Manoel dos Santos, o eterno Garrincha, melhor ponta-direita que o mundo já viu, nasceu em Pau Grande, Distrito de Magé, no Rio de Janeiro, no dia 28 de outubro de 1933. O apelido era o nome de um passarinho, que quando garoto o ponta gostava de caçar.

Garrincha começou sua carreira no Botafogo-RJ em 1953, já nos primeiros treinos ousou driblar o mitológico Nilton Santos de tudo que era jeito com suas pernas tortas.

Garrincha

Garrincha

Era uma nova história nascendo. Em mais de uma década com a camisa alvinegra, Garrincha, também chamado de Anjo das Pernas Tortas, se tornou eterno. Ganhou três vezes o Campeonato Carioca e venceu duas edições do Roberto Gomes Pedrosa, além de um Rio-São Paulo.

Garrincha, o Anjo das Pernas Tortas.

Garrincha, o Anjo das Pernas Tortas.

Garrincha

Garrincha

Na década de 60, o Botafogo de Garrincha e o Santos de Pelé protagonizaram grandes duelos.

Garrincha e Pelé

Garrincha e Pelé

O Santos de Pelé e o Botafogo de Garrincha protagonizaram grandes jogos nos anos 60.

Pelé e Garrincha concedendo entrevistas

Garrincha e Pelé

Garrincha e Pelé

O desempenho arrasador pelo Botafogo foi o caminho para a Seleção.

Já na primeira Copa, veio o primeiro título. Mané Garrincha deixou os suecos boquiabertos com seus dribles. Não fez gols, mas foi decisivo. Na final, deu dois passes para Vavá virar sobre a Suécia e encaminhar a goleada de 5 a 2. Era a consolidação do mito. Mas a relação dele com a Seleção se tornaria ainda mais forte na Copa seguinte.

Seleção Brasileira de 1958

Seleção Brasileira de 1958

Veio 1962, veio a Copa do Mundo do Chile, veio a consagração de Garrincha. Com Pelé lesionado logo na largada do Mundial, Mané assumiu o papel de craque da equipe. Fez quatro gols: dois nas quartas de final, diante da Inglaterra, e outros dois nas semifinais, contra o país-sede. Foi expulso, mas jogou a final mesmo assim. Com 39 graus de febre, carregou o Brasil à vitória de 3 a 1 sobre a Tchecoslováquia e ao bicampeonato mundial.

Seleção Brasileira de 1962

Seleção Brasileira de 1962

Garrincha, o grande herói da Copa do Mundo de 1962

Garrincha, o grande herói da Copa do Mundo de 1962

Depois do Botafogo, já com sérios problemas no joelho, Garrincha ainda defendeu o Corinthians (1966), a Portuguesa Carioca (1967), o Atlético Júnior, da Colômbia (1968), o Flamengo (1968), o Olaria (1972) e o Milionários (time de jogadores veteranos que se apresentava em todos os cantos do Brasil), entre 1974 e 1982.

Genial com a bola nos pés, o anjo de pernas tortas, foi castigado pela vida boêmia após deixar os gramados.

Hoje faz 30 anos que Garrincha nos deixou, ele morreu no Rio de Janeiro em 20 de janeiro de 1983, vitimado por consequências da cirrose. Morreu sozinho, em uma clínica especializada em distúrbios mentais. Foi velado no Maracanã.

Rei Pelé lendo biografia de Garrincha e relembrando do saudoso anjo das pernas tortas.

Rei Pelé lendo biografia de Garrincha e relembrando do saudoso anjo das pernas tortas.

Obrigado Mané Garrincha, anjo das pernas tortas, por tudo que você fez pelo futebol, que Deus o tenha!

Por ora, é só! Deixe seu comentário (você pode inclusive usar seu perfil do Facebook para isto) e até o próximo post!

Edmar Junior

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PAULISTÃO: LEMBRANÇAS FELIZES NO PRESENTE NEBULOSO

O texto que segue abaixo reproduzido no Blog DNA Santástico foi originalmente publicado no Jornal Imparcial de Presidente Prudente-SP.

O autor é o jornalista e ex-narrador esportivo Sr. Flávio Araújo, amigo que tive a honra de conhecer pessoalmente há pouco tempo. 

Flavio Araujo - Blog DNA Santastico

Sr. Flávio Araújo

Com os atrativos (poucos) e as queixas e críticas (muitas) está começando mais um campeonato paulista, o mais velho do país. Nasceu em 1902 (na queda de braço entre FPF e CBD nos anos 1935/36 houve dois campeões por ano em Ligas diferentes) quando ingleses, escoceses e descendentes forneciam jogadores e o que mais o jogo exigisse. Campos e bolas, inclusive. Havia até equipe alemã e os nativos foram chegando aos poucos. Por influência estrangeira alguns colégios iniciaram interinamente a pratica do jogo da bola antes que gramados e terrenos baldios a atraísse. Nos colégios era disciplina ligada à ginástica enquanto Charles Miller foi diretamente à formação de equipes e organização do campeonato. É muito bonita a história da presença do Colégio São Luís, da cidade de Itu, nesse capítulo da introdução do futebol no Brasil. Fatos que remontam ao final do século 19 quando se formavam as primeiras equipes daquele que viria a ser o mais popular esporte do país. Dessa forma sabemos que Itu não foi apenas o berço da República, mas também do futebol já que tudo se iniciou numa reforma do ensino organizada por Ruy Barbosa a pedido do Imperador Pedro II no ano de 1884. Também em São Paulo e em plena Avenida Paulista para onde se transferiu depois, o Colégio São Luís teve no passado boas equipes e houve até um princípio de convênio para que estudantes do mesmo fossem aproveitados na equipe do Santos F.C. Vem daí a lembrança do saudoso colega, o excelente repórter Ely Coimbra, que era muito bom de bola e que se iniciou na equipe juvenil daquele colégio e dali seguiria para o Santos, mas preferiu bandear-se para o jornalismo onde construiu bela carreira.

Ely Coimbra à direita desta belíssima foto, ao lado dele, Palacinho, que segundo Ely, foi um dos melhores jogadores que viu atuar.

Ely Coimbra à direita desta belíssima foto no Santos Futebol Clube, ao lado dele, Palacinho, que segundo Ely, foi um dos melhores jogadores que viu atuar.

Ely Coimbra tinha em campo uma postura e um domínio de bola que muito se assemelhava ao futebol praticado hoje por Paulo Henrique Ganso. Quem o viu jogar concordará comigo. Ligando mais minhas lembranças ao Colégio São Luís já em São Paulo, meu saudoso primogênito, Flávio, ali lecionou. Lembranças, quantas lembranças … Do Paulistão, quando era grandioso? Vamos lá. De quando o Palestra passou a Palmeiras; das batalhas do glorioso Trio de Ferro; da criação da Lei do Acesso em 1948; dos timaços da ciclotímica Portuguesa; da quebra do jejum corintiano diante da Ponte Preta em 1977; da construção do Morumbi; do reinado de Pelé, 11 vezes artilheiro-mor e puxando um pouco a brasa para nossa sardinha, quando Corintinha e Prudentina lá estiveram. Deixa rolar o Paulistão. Depois o focalizaremos. Não espero grande coisa, mas … quem sabe?

Flávio Araújo

Saiba mais sobre Flávio Araújo

Flávio Araújo, nasceu na cidade paulista de Presidente Prudente, lá iniciou sua carreira no rádio em 1950.

Depois militou no rádio esportivo e na imprensa esportiva da cidade de São Paulo cerca de 30 anos.

Trabalhou de 1957 até 1982 na Rádio Bandeirantes, onde se consagrou um maravilhoso narrador esportivo.

Flávio Araújo em 1960 narrando pela Rádio Bandeirantes, em Cáli, na Colômbia.

Encerrou suas atividades na cidade de São Paulo em 1986 na Fundação Cásper Líbero como Superintendente de Esportes da Rádio e TV Gazeta, nos tempos do saudoso Constantino Cury no comando do tradicional grupo de comunicação da Avenida Paulista.

Posteriormente trabalhou por mais 10 anos como comentarista esportivo na Rádio Central de Campinas-SP (de propriedade do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia).

Flávio Araújo também foi co-proprietário da Rádio Cultura-AM de Poços de Caldas-MG.

A narração do milésimo gol do Rei Pelé escolhida pelos produtores do filme Pelé Eterno para integrar a obra é de Flávio Araújo.  Aliás, segundo Milton Neves, Flávio Araújo foi o locutor que mais narrou jogos do glorioso Santos Futebol Clube e gols do Rei Pelé.

Flávio Araújo e Milton Neves em 2001.

Ao longo de sua brilhante carreira transmitiu tudo sobre futebol, boxe, basquete e automobilismo.

Atualmente Flávio Araújo reside numa bela e tranquila cidade do interior paulista, onde ainda milita com histórias do futebol escrevendo colunas para sites e jornais.

Vale a pena conferir abaixo entrevista concedida, em 2009, por Flávio Araújo para André York do Programa Arremate Final. Contém áudios espetaculares de narrações de Flávio Araújo.

Parte 01:

Parte 02:

Bom, é isso aí! O Blog DNA Santástico, na figura de seu mantenedor Edmar Junior, agradece ao Sr. Flávio Araújo pela autorização para publicação de vossos textos no blog e parabeniza-lhe pelos excelentes serviços prestados ao esporte ao longo de toda sua trajetória.

Por ora, é só! Deixe seu comentário e até o próximo post!

Edmar Junior

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