Arquivo do dia: 06/02/2013

HÁ 40 ANOS FALECIA O PELÉ BRANCO

Almir Moraes Albuquerque, o Pernambuquinho, nasceu em Recife-PE no dia 28 de outubro de 1937, se estivesse vivo estaria com 75 anos.

Almir Albuquerque, o Pernambuquinho.

Era tido como corajoso e destemido por muitos e irresponsável por outros. Almir marcou a sua carreira pela polêmica. Foi denominado como um bad-boy do futebol tal como fora antes Heleno de Freitas e posteriormente Edmundo.

Começou a carreira no Sport Recife em 56, depois jogou no Vasco da Gama entre 57 e 59, no Corinthians em 60 e 61 (quando foi chamado de “Pelé Branco”), no Boca Juniors em 61 e 62, no Genoa da Itália em 62, no Santos Futebol Clube em 63 e 64, no Flamengo de 65 a 67 e terminou sua carreira no América do Rio em 68.

Almir, nos tempos de Santos Futebol Clube.

Os principais títulos de Almir foram:

– Super-Super Campeão Carioca pelo Vasco em 58;
– Taça Rio-São Paulo pelo Vasco em 58.
Taça Brasil de 63 e 64, Paulista de 64, Libertadores da América e Mundial Interclubes de 63, todos estes títulos pelo glorioso Santos Futebol Clube.

Almir Albuquerque - Blog DNA Santastico

Sua atuação na final do Rio-São Paulo de 58 o levou à seleção brasileira. Entretanto, Almir ficou marcado ao preferir excursionar com o Vasco, ao invés de jogar a Copa do Mundo da Suécia.

A decisão do Mundial de Clubes de 63, entre Santos e Milan, parou o Brasil e a Itália. Foram três jogos: Milan 4×2 Santos, em Milão; Santos 4×2 Milan (de virada) no Maracanã e Santos 1×0 Milan no terceiro jogo também no Maracanã.

Em Milão, Almir não jogou, mas substituiu o contundido Pelé nos dois jogos finais e foi fundamental fazendo um gol no segundo jogo e sofrendo o pênalti na grande final que Dalmo converteu e acabou sendo o gol do título.

Foto do momento exato em que Almir disputa a bola com Maldini do Milan, lance que originou o pênalti convertido por Dalmo e que deu o título de bicampeão mundial para o Santos.

O Milan tinha um grande e respeitável time: Guezzi; David e Trebbi; Maldini, Pelagalli e Trapatoni; Mora, Lodetti, Altafini (o nosso Mazzola), Gianni Rivera (um dos maiores craques do futebol italiano) e Amarildo (o Possesso). Jogaram também: Barluzzi, Balzarini, Benitez (o peruano), Dino Sani e Fortunato.

O Santos, BICAMPEÃO do MUNDO, teve: Gilmar; Lima, Mauro, Calvet e Dalmo; Zito e Mengalvio; Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe. Nos dois últimos jogos entraram: Ismael, Haroldo e Almir nos lugares dos contundidos Zito, Calvet e Pelé.

No prefácio do livro Eu e o Futebol (no qual o próprio Almir retratou suas memórias), o jornalista João Saldanha escreveu: “…ele ajudou o Santos a ser campeão do mundo, contra o Milan. O Santos estava sem o Pelé e todo mundo viu que foi Almir quem decidiu o jogo.”

No time do Santos, BICAMPEÃO MUNDIAL, Almir esta agachado entre Coutinho e Pepe.

No livro, o próprio Almir mencionou:

“Paralisei o time do Milan aqui no Maracanã, em 1963, nos dois jogos em que o Santos se sagrou bicampeão mundial de clubes.”

“Eu peguei a camisa 10 mais famosa do mundo e fiz uma promessa a mim mesmo: – Vou jogar por mim e pelo Negão.”

Rei Pelé saudando Almir no vestiário após triunfo diante do Milan-ITA

Ainda no livro,  Almir fez questão de expressar todo sua admiração pelo Rei Pelé:

“…como Pelé não existe, nem vai existir nunca; o “Negão” sempre foi e ainda é demais.”

“…joguei ao lado dele. Só isso já me emociona. Eu tenho Pelé num altar, quero tanto bem a ele quanto à minha mãe, que eu adoro. O Pelé não existe mesmo.” 

“Pelé pra mim é intocável, é um santo, um deus. Eu brigo com quem falar mal dele.”

O cara que fala mal do Pelé tem que receber o troco na hora.”

“Com o Negão jogando, não perco uma. Ele pode nem pegar na bola, mas para mim é sempre o melhor jogador no campo.”

Outro fato marcante na vida de Almir foi na célebre decisão do Campeonato Carioca de 66. Estava 3 a 0 para o Bangu contra o Flamengo, quando o Pernambuquinho decidiu “impedir” a volta olímpica do time de Moça Bonita. Antes do final da partida, ele começou uma briga histórica. Fato também retratado em seu livro de memórias.

Almir no Flamengo alucinado em briga histórica contra o Bangu.

Mas Almir Albuquerque, o Pernambuquinho, não pode escrever o capítulo mais dramático de suas memórias. A publicação de sua autobiografia (Eu e o Futebol) estava no sexto capítulo, na revista Placar, quando ele foi assassinado, às 2:30 da madrugada de 6 de fevereiro de 1973, no Bar Rio-Jerez, em Copacabana.

Um tiro encerrou a existência do mais valente jogador do futebol brasileiro em todos os tempos, cinco anos após ele ter deixado os estádios.

Valeu Pernambuquinho, obrigado por ter honrado o manto sagrado da Vila e por ter sido fã do maior jogador de futebol de todos os tempos!

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Edmar Junior

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RIO-SÃO PAULO DE 1997, ENFIM O GRITO DE CAMPEÃO!

Em 06 de fevereiro de 1997 eu era apenas mais um “Menino da Fila” ávido por soltar o grito de campeão que há muito tempo estava preso na garganta.

De lá para cá, 16 anos se passaram, hoje as lembranças daquele dia ainda estão vivas na minha memória, pois são lembranças do Santos Futebol Clube conquistando o Torneio Rio-São Paulo, o primeiro título que realmente vi, vibrei e enfim soltei o grito de CAMPEÃO, foi emocionante e inesquecível! 

Naquele dia o Santos empatou em 2 a 2 com a equipe do Flamengo, em pleno Maracanã, com gols de Anderson Lima e Juari que saiu do banco de reservas para fazer o gol do título.

Santos CAMPEAO Rio-Sao Paulo 1997 - Blog DNA Santastico

Veja como foi a conquista no vídeo editado pelo santista Kiske do Acervo Digital:

O Santos formou com Zetti; Anderson Lima (Baiano), Sandro, Ronaldão e Rogério Seves (Juari); Marcos Assunção, Vágner, Alexandre (Caíco) e Piá; Macedo e Alessandro. O técnico era Vanderlei Luxemburgo.

Zetti e Edmar Jr - Blog DNA Santastico

Ex-goleiro Zetti, um dos campeões de 1997.

Na competição, os artilheiros do Peixe foram Alessandro (3), Macedo (2), Carlinhos, Vagner, Baiano, Robert, Marcos Assunção, Anderson Lima e Juari, todos com um gol cada. O time praiano jogou seis partidas, venceu duas, empatou três e perdeu uma, marcando 12 gols e sofrendo 10.

O time da Vila Belmiro conquistou o Torneio Rio-São Paulo, que também era chamado de Torneio Roberto Gomes Pedrosa, em cinco oportunidades, nos anos de 1959, 1963, 1964, 1966 e 1997. Na última conquista do torneio, o que mais chamou a atenção dos torcedores santistas foi que, durante algumas partidas, os calções usados pelo Peixe eram pretos com várias estrelas brancas.

MemoSFC - Blog DNA Santástico (35)

Na foto estou segurando um exemplar do famoso calção estrelado, propriedade do amigo Marcelo Unti.

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HÁ 68 ANOS NASCIA O “SANTISTA” BOB MARLEY

Bob Marley, nome artístico de Robert Nesta Marley (Nine Mile, 6 de Fevereiro de 1945 — Miami, 11 de Maio de 1981*), foi um cantor, guitarrista e compositor jamaicano, o mais conhecido músico de reggae de todos os tempos, famoso por popularizar o gênero. Grande parte do seu trabalho lidava com os problemas dos pobres e oprimidos.

Bob Marley, o rei do reggae, esteve no Brasil uma única vez, em Março de 1980, e jogou no campo de Chico Buarque.

Bob Marley, Junior Marvin (guitarrista dos Wailers), Jacob Miller (vocalista do Inner Circle), Chris Blackwell (diretor da Island Records) e a esposa Blackwell, Nathalie, vieram ao Brasil em um jato particular para participar da festa que inaugurou as atividades do selo alemão Ariola no país. A Island, gravadora original dos Wailers, era então um selo da Ariola. Bob interrompeu as sessões de gravação que resultariam no álbum ‘Uprising’ para vir ao Brasil. Na descida em Manaus, para reabastecimento, o jato ficou retido por algumas horas. O governo militar certamente não estava vendo com bons olhos a vinda daquela comitiva enfumaçada. Depois de alguma negociação as autoridades acabaram cedendo, mas sem liberar vistos de trabalho, o que desestimulou os que pensaram em improvisar uma apresentação deles em solo brasileiro. Depois ainda desceram em Brasília e rapidamente decolaram em direção ao Rio de Janeiro.

No dia seguinte, pela manhã, eles trataram de dar algumas voltas pela cidade maravilhosa fizeram questão de conhecer a favela da Rocinha, que acharam bastante parecida com os guetos da Jamaica. Como não haviam trazido um cozinheiro para Ihes preparar a comida I-tal – cozinha natural seguida pelos rastafaris – Bob, Junior e Jacob só se alimentaram com sucos de frutas. Segundo um acompanhante brasileiro, cada um bebeu quinze copos de suco e Bob gostou mais dos de manga e maracujá. Depois os três partiram para as compras e percorreram as lojas de material esportivo atrás de uniformes e outros equipamentos. Os instrumentos musicais também não foram esquecidos e os três rastas levaram violões, maracas, atabaques e cuícas. Os artigos esportivos tiveram a sua estréia no famoso jogo no campo de Chico Buarque.

O trio jamaicano chegou as 16h00 no km 18 da Avenida Sernambetiba – três horas atrasados – quando os funcionários da Ariola jogavam animadamente contra alguns dos contratados da gravadora no Brasil, como o anfitrião Chico Buarque, Toquinho, Alceu Valença e outros. Logo que eles chegaram os times foram rapidamente redistribuídos e ficaram assim: Bob Marley, Junior Marvin, Paulo César Caju, Toquinho, Chico e Jacob Miller de um lado; e do outro Alceu Valença, Chicão (músico da banda de Jorge – ainda Ben) e mais quatro funcionários da gravadora. Antes de começar o jogo Bob ganhou uma camisa 10 do Santos e sorriu, dizendo “Pelé” para depois explicar que jogava em qualquer posição. Mas ele foi mesmo para o ataque e seu time ganhou, com gols dele (documentado pela TV) e também de Chico Buarque. Paulo César, que jogou na Copa de 70, foi o mais festejado por Bob, que lhe disse: “Sou fã de seu futebol”, ao que Paulo César respondeu, “E eu de sua música”. Mas a principal razão para a vinda dos jamaicanos era a big festa da gravadora e logo que o jogo acabou eles voltaram para o hotel.

O sonho de uma apresentação de Bob Marley no Brasil jamais se concretizou, mas ao menos tivemos a oportunidade de conhecer outro lado de sua personalidade, mostrando que longe dos palcos e dos estúdios ele era apenas uma pessoa como qualquer outra. Todos os jornais que cobriram sua visita destacaram o fato de que ele se mostrava sempre acessível e disposto, sem traço de estrelismo.

*Bob Marley faleceu vítima de câncer no hospital Cedars of Lebanon no dia 11 de Maio de 1981 em Miami-USA, aos 36 anos. Seu funeral na Jamaica foi uma cerimônia digna de chefes de estado, com elementos combinados da Igreja Ortodoxa da Etiópia e do Rastafarianismo. Ele foi sepultado em uma capela em Nine Mile, perto de sua cidade natal, junto com sua guitarra favorita, uma Fender Stratocaster vermelha.

Curta Bob Marley cantando  “No Woman No Cry”:

Fontes:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Bob_Marley
http://members.tripod.com/ma_sil.br/aloha/id14.html

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