Arquivo do mês: novembro 2013

FUTEBOL DE PAPEL – A PAIXÃO PELO FUTEBOL EM RELÍQUIAS DE PAPEL

O Museu do Futebol – instituição da Secretaria de Estado da Cultura, localizado no Estádio do Pacaembu – dará voz às memórias do futebol guardadas em papel.  A partir do dia 30 de novembro, às 10h, figurinhas, postais, cartazes, selos, embalagens, documentos, carteirinhas de clubes e álbuns serão expostos em cenografia de caixas de papelão, fazendo alusão às nossas caixinhas de guardar coisas. A oitava exposição temporária do Museu do Futebol terá como tema “Futebol de Papel”.

Logo Exposicao Futebol de Papel - Blog DNA Santastico

“Vamos promover uma grande homenagem às coleções e aos colecionadores de impressos, responsáveis por preservar relíquias, histórias dos clubes, atletas e campeonatos”, afirma Luiz Laurent Bloch, diretor executivo do Museu do Futebol. “Somos um museu que fala de futebol, mas também de história, de paixão, de tecnologia e de arte. Buscamos explorar temas relacionados ao esporte de um ponto de vista diferente, transformando conteúdos do universo da bola em experiências sensoriais, inovando na expografia e apresentando, a cada mostra temporária, uma obra de um artista convidado”, completa.

Futebol de Papel - Blog DNA Santastico

Cartões Postais fazem parte da exposição

O objetivo da exposição, em cartaz até abril de 2014, é mostrar ao público histórias do futebol brasileiro contadas a partir de objetos de 12 colecionadores, 5 clubes  (Portuguesa, São Paulo, Botafogo – RJ e os clubes de várzea Associação Atlética Açucena e Santa Marina Atlético Clube), além de documentos da Biblioteca Nacional e do Instituto Von Martius.

São mais de 200 itens originais, dispostos em vitrines. Além desses originais, há outras coleções que foram digitalizadas e serão apresentadas em um totem multimídia. Verdadeiras relíquias que recontam curiosidades e “causos” de atletas, clubes, campeonatos regionais, seleção brasileira e Copas do Mundo. E mais: cerca de 80 álbuns, mais de 100 figurinhas e 40 ingressos de Campeonatos Mundiais e partidas históricas. Por exemplo, ingressos das Copas do Mundo, de 1930 até 2010, e o ingresso da cerimônia de inauguração do Estádio do Pacaembu, de 1940.

Figurinhas de Craques Históricos

Figurinhas de craques históricos, entre eles algumas feras da Vila Belmiro

O visitante também poderá conferir uma homenagem a João Batista dos Santos, que por mais de 20 anos foi o responsável pela confecção do “Nosso Jornal”, um manuscrito semanal, cuja primeira edição nasceu em 1962 e versava contos sobre os times e campeonatos amadores do bairro de Perdizes, em São Paulo. O acervo foi doado pelo próprio João Batista e o Museu realizou um trabalho de recuperação dos documentos, por meio de higienização e digitalização.

“A ideia desta mostra é antiga. A segunda exposição temporária do Museu, “Mania de Colecionar”, realizada em 2009, trouxe coleções de camisas, flâmulas e botões. Já nesta época, a equipe do Museu conheceu colecionadores de inúmeros itens feitos em papel. Desde então, e, pela riqueza desse material, aguardamos a oportunidade de realizar uma exposição como essa”, conta Daniela Alfonsi, coordenadora do Núcleo de Pesquisa, Documentação e Exposições do Museu do Futebol.

Ingressos de todas as edições da Copa do Mundo

Ingressos de todas as edições da Copa do Mundo

Pais e filhos também se divertirão com jogos e brincadeiras: há um espaço para o “jogo do bafo”, realizado com figurinhas, mesas de pebolim e o game “Futpixel”, no qual o visitante constrói o seu próprio mosaico animado, como um videogame.

A exposição também trará uma obra inédita do artista Marcelo Jácome, composta por uma instalação de 15 metros de comprimento, feita por 500 pipas. A intervenção de Jácome ocupará o avesso das arquibancadas do estádio, no hall de entrada do Museu. “Pipa tem tudo a ver com futebol, é só olhar para os campinhos aos finais de semana e encontrar meninos e meninas jogando bola e empinando seus papagaios de papel”, diz Daniela Alfonsi.

A pesquisa sobre esses acervos foi aprofundada a partir da implantação do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), inaugurado em outubro de 2013, espaço composto por uma biblioteca/videoteca exclusiva com o tema futebol, além de uma plataforma online que pode ser acessada de qualquer lugar.

De 2011 a 2013, durante a concepção do CRFB,  os pesquisadores também tinham como missão descobrir as relíquias feitas em papel, já visando uma exposição temporária. A mostra foi planejada em 2012 e sua concepção e execução teve início em julho de 2013. Foram mais de quatro meses, entre pesquisa, digitalização, tratamento de acervos, desenvolvimento dos projetos cenográficos, de vídeo e trilha sonora.

Caixinhas de Fósforo

Caixinhas de fósforo

No dia da inauguração da mostra Futebol de Papel, das 13h às 17h, os visitantes também visitarão gratuitamente na área externa, o 11° Encontro de Colecionadores de Camisas de Futebol, com o tema “3ª Camisa e impressos”. O evento proporciona a todos maior conhecimento entre os times, além de troca de camisas e de outros materiais feitos de papel.

Serviço

Exposição Futebol de Papel
Endereço: Museu do Futebol
Local: Praça Charles Miller, s/n
Quando: 30 de novembro (sábado)
Horário de abertura da exposição: 10h (até as 12h, a entrada no Museu será gratuita)

Curadoria: equipe de conteúdo do Museu do Futebol
Concepção curatorial: Leonel Kaz
Cenografia e direção de arte: Jair de Souza Design
Apoio: EPSON e Gráfica Studio 4

Colecionadores:
 Moacir Andrade Peres,  Giacomo Albanese, Marcos Túlio Nastrini, Cláudio Pinto Gonçalves, Antonio Munhoz, Antonio Fiaschi, Leonardo Romano, Família Corrêa,  Marco Antonio Lopes da Silva, Walter Salton e Marcelo Monteiro.

Times: Botafogo de Futebol e Regatas, São Paulo Futebol Clube, Associação Portuguesa de Desportos, Santa Marina AC e Associação Atlética Açucena.

Horário de Funcionamento do Museu: 9h às 18h (bilheteria até às 17h)
Entrada: R$6, sendo que estudantes, professores e idosos pagam meia-entrada

*Pessoas com deficiência não pagam entrada
*Todas as quintas a entrada é gratuita
*Estacionamento na Praça Charles Miller, sendo necessário o uso de Zona Azul. Cada folha vale por três horas, e pode ser adquirida a preço oficial na bilheteria do Museu.

Tel.: (11) 3664-3848

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Edmar Junior - Blog DNA Santastico

Edmar Junior

Torcedor do Santos FC por hereditariedade.
– Sócio do Santos FC desde 08/2006.
Diretor Social na Associação Movimento Resgate Santista.
Membro da Confraria do Futebol Paulista/Por um Futebol Melhor
– Membro do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol)
Colecionador de livros sobre o Santos FC e seus ídolos.
Campeão do Quiz do Torcedor no Navio do Centenário.
Mantenedor do Blog DNA Santástico.
Mantenedor do Blog Miscelânea Santista.

 

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O PAPINHA DA VILA

João Paulo de Lima Filho nasceu em 15 de junho de 1957 em São João do Meriti, região metropolitana do Rio de Janeiro.

De origem humilde, Joãozinho sempre batalhou e ajudou a família no que podia.

No começo dos anos 70, o franzino Joãozinho foi tentar a sorte no Pavunense F.C, no bairro carioca da Pavuna. Com pouco mais de 1.65m e 60 kg, sua habilidade acabou chamando atenção de pessoas ligadas ao São Cristóvão de Futebol e Regatas.

Em 1972 Joãozinho chegou ao Estádio Figueira de Melo e vestiu a camisa do time juvenil do São Cristóvão. No ano seguinte, 1973, o jovem talentoso perdeu sua mãe para sempre, amadureceu pelas dores da vida e deixou de ser Joãozinho. Além de jogar bola, João Paulo trabalhava no cais do porto, onde ajudava os estivadores na amarração das cargas.

O primeiro reconhecimento de seu exuberante futebol aconteceu quando foi enviado até a cidade de São Paulo para fazer testes no São Paulo Futebol Clube. Aprovado, não resistiu ao frio da cidade e a saudade de sua origem.

Em 1976 assinou seu primeiro contrato com o São Cristóvão, disputou de forma brilhante o campeonato carioca e abriu as portas para sondagens de outros clubes.

Quando o América-MG ofereceu 450 mil cruzeiros pelo seu passe, o talentoso ponteiro-esquerdo foi à Belo Horizonte para conhecer as dependências do clube. Enquanto isso, o Santos Futebol Clube entrou na parada e ofereceu 500 mil cruzeiros, obrigando a diretoria do São Cristóvão a repensar a situação.

Com a concretização do negócio, João Paulo novamente tomou o rumo da Dutra em direção a cidade de Santos em 1977. No caminho, orgulhoso lembrou que a camisa que lhe esperava tinha sido vestida por feras como Tite, Pepe, Abel e Edu.

Joao Paulo - Papinha da Vila - Blog DNA Santastico (6)

Apelidado de “Papinha da Vila“, João Paulo não demorou muito para conquistar a confiança dos torcedores do glorioso alvinegro praiano.

Joao Paulo - Papinha da Vila - Blog DNA Santastico (5)

Crédito: revista Placar.

Tinha como características marcantes a inteligência, passes e cruzamentos precisos, velocidade e dribles desconcertantes.

Joao Paulo - Papinha da Vila - Blog DNA Santastico (7)

Crédito: revista Placar – 6 de outubro de 1978.

Mas o Santos vivia um momento difícil, não conquistava título desde 1973 e já fazia algum tempo que o Rei Pelé havia parado, a torcida se mostrava impaciente pela falta de resultados e provocação dos rivais que insistiam em afirmar que o grande Santos havia acabado.

Joao Paulo - Papinha da Vila - Blog DNA Santastico (8)

Crédito: revista Placar.

Durante a disputa do campeonato brasileiro de 1977, o Peixe iniciou um processo de reformulação do elenco, vários garotos da base foram promovidos. 

Joao Paulo - Papinha da Vila - Blog DNA Santastico (1)

Sob o comando do técnico Chico Formiga, o Santos acabou conquistando de forma brilhante o Campeonato Paulista de 1978 com uma geração de jogadores que ficou conhecida como os “Meninos da Vila”.

Santos - 1978 - Blog DNA Santastico

Dois anos depois o Santos chegou ao vice-campeonato paulista de 1980 e João Paulo serviu o selecionado canarinho no Torneio de Toulon na França.

Joao Paulo - Papinha da Vila - Blog DNA Santastico (3)

Crédito: revista Placar – 6 de agosto de 1982.

Mais adiante com a saída de alguns jogadores importantes como Juary,  o time da Vila mais famosa do mundo precisou montar um novo time, isto ocorreu em 1983, ano em que João Paulo  também voltou a Seleção Brasileira.

Com Dema, Serginho Chulapa, Gilberto Sorriso, Pita e João Paulo entre outros, a equipe de Vila Belmiro chegou ao vice-campeonato brasileiro de 1983, cujo campeão foi o Flamengo de Zico & cia. No início de 1984, João Paulo acabou deixando o Santos, voltou ao Rio de Janeiro onde foi  jogar justamente pelo Flamengo.

Sua passagem pela Gávea foi apenas discreta e João Paulo foi para o Corinthians onde ficou por cerca de cinco anos.

No final dos anos 80, João Paulo teve uma séria contusão descoberta por uma tomografia: um fragmento de osso de 1,5 cm se soltou do fêmur e se instalou próximo a bacia. Foram quarenta dias afastado e nem mesmo a palavra amiga de Chico Formiga o deixava mais confortável.

Em 1990, o João Paulo foi negociado junto ao Palmeiras para a disputa do campeonato paulista. Com quase 33 anos nas costas e sem o mesmo pique de antes, atuou na meia esquerda do time de Palestra Itália e não chegou a encher os olhos da exigente “turma do amendoim”.

Depois de passagens pelo futebol japonês e pelo Grêmio Maringá,  João Paulo retornou a Vila Belmiro para encerrar sua trajetória pelos gramados.

Obs: algumas fontes registram também uma breve passagem pelo São José e pelo Náutico.

Joao Paulo - Papinha da Vila - Blog DNA Santastico (1)

Crédito: revista Placar.

João Paulo atuou no Santos no período de 1977 a 1983 e 1992, jogou 413 partidas, marcou 104 gols e conquistou os seguintes títulos:

– Campeão Paulista (1978);
– Campeão da Copa dos Campeões das Américas (1983);
– Campeão do Torneio da Cidade de Barcelona (1983).

Em 1992, montou uma escola de futebol, no bairro da Ponta da Praia, em Santos. Três anos depois, João Paulo foi treinador das divisões de base do alvinegro praiano.

Em 1997, foi convidado a integrar programas sociais da Secretaria de Esportes da Prefeitura de São Paulo, por meio da cooperativa Craques de Sempre.

Recentemente durante minha visita à cidade de Santos, por ocasião da celebração dos 50 anos do BIMUNDIAL do Santos Futebol Clube, tive a honra de encontrar o João Paulo nos arredores da Vila famosa!

Edmar Junior e João Paulo (o Papinha da Vila)

Edmar Junior e João Paulo (o Papinha da Vila)

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Edmar Junior - Blog DNA Santastico

Edmar Junior

Torcedor do Santos FC por hereditariedade.
– Sócio do Santos FC desde 08/2006.
Diretor Social na Associação Movimento Resgate Santista.
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FELIZ ANIVERSÁRIO LEONÍDIO FRANÇA – 89 ANOS!

O ex-goleiro Leonídio França que defendeu o Santos Futebol Clube no final do anos 40 e início dos anos 50 está completando 89 anos vida! Ele é o ex-jogador mais idoso ainda vivo da história do clube*Leonídio nasceu na cidade de Santos no dia 29 de novembro de 1924. 

Leonidio - 01 - Blog DNA Santastico

ENTRANDO EM CAMPO…

Leonídio chegou ao Santos Futebol Clube por intermédio do saudoso ex-Presidente Athié Jorge Coury que foi busca-lo no futebol de várzea.

Leonidio - Sob as Traves - Blog DNA Santastico

O ex-goleiro fez sua estréia no time profissional do Santos no dia 10 de novembro de 1946, no Estádio Ulrico Mursa, em partida válida pelo Campeonato Paulista diante do Jabaquara. Foi uma estréia vitoriosa!

Leonidio - Entrando em Campo - Blog DNA Santastico

Ficha Técnica da Estréia:
Santos 3 x 0 Jabaquara AC (Santos)
Data: 10/11/1946
Local: Ulrico Mursa
Campeonato Paulista
Renda: CR$ 28.897,00
Público: 3.400 (calculado pelo valor médio dos ingressos)
Árbitro: Valdemar Lacerda

SFC: Leonídio; Artigas e Expedito; Nenê, Dacunto e Albertinho; Pirombá, Canhoto, Caxambu, Adolfrises, e Ruy.
Técnico: Abel Picabéa

JAC: Mauro; Gradim e Espanador; Gamba, Leo e Souza; Godói, Bahia, Leonaldo, Veiguinha e Alemãozinho.

Gols: Pirombá 51´, e Caxambu 58´e 69´

DEFENDENDO O MANTO SAGRADO DA VILA

Enquanto jogador, a vida de Leonídio não se resumia aos campos de futebol. Formado em Contabilidade, ele se dividia entre os gramados e a tesouraria de uma grande empresa distribuidora de café. Por isso, sua rotina era completamente diferente da dos outros companheiros. Treinamento específico apenas uma vez por semana. Às quartas-feiras, Leonídio era liberado por seu chefe para fazer o coletivo com o grupo. Essa era a única vez na semana em que ele tocava na bola antes dos jogos. Para manter o condicionamento em dia, ele corria sozinho, em suas horas de folga. Algumas vezes, na Vila Belmiro, outras, na praia.

Leonidio - 01 - Blog DNA Santastico

Ao longo de sua carreira Leonídio destacou-se por ser um goleiro muito seguro sob as traves e excelente pegador de pênaltis, mas tinha nas saídas pelo alto sua mais notável qualidade, fato que rendeu-lhe o apelido de “Fortaleza Voadora”.

Fortaleza Voadora em ação!

Fortaleza Voadora em ação!

Como membro de  uma geração injustiçada de jogadores do Santos Futebol Clube, Leonídio foi Vice-Campeão Paulista de 1948, história esta que ele mesmo conta no vídeo abaixo, produzido no ano passado em meio a celebração do centenário do clube, confira:

Santos FC - 1948 - Blog DNA Santastico

“FIM DE JOGO”

Em 1952, uma lesão grave acabou abreviando a carreira de Leonídio. Em uma partida contra o CA Ipiranga (São Paulo), no Palestra Itália, Valter Marciano acertou um chute em seu ombro esquerdo. Com a força da pancada, todos os ligamentos foram rompidos. Naquela época, uma cirurgia para reconstrução de ligamentos era algo muito complexo e que poderia deixá-lo com sequelas graves – além do mais, a operação não era garantia de retorno aos gramados.

Curiosamente, mesmo lesionado, Leonídio foi sondado pelo Jabaquara que desejava contrata-lo. Porém, o então Presidente Athié proibiu a negociação e sacramentou: “Se Leonídio voltar a jogar, será pelo Santos Futebol Clube”.

Ainda sofrendo com a lesão, Leonídio acabou despedindo-se do futebol em 10 de dezembro de 1952, na Vila Belmiro, em uma partida diante do mesmo CA Ipiranga. Assim, como em sua estréia no Santos, a despedida também foi vitoriosa.

Ficha Técnica da Despedida:
Santos 5 x 1 CA Ipiranga (São Paulo)
Data: 10/12/1952
Local: Vila Belmiro (Santos-SP)
Campeonato Paulista
CR$ 21.700,00
Público: 1.300 (calculado pelo valor médio dos ingressos)
Árbitro: Jorge Miguel

SFC: Leonídio; Hélvio e Ronaldo; Nenê, Formiga e Pascoal; Alemão, Zito, Nicácio, Otávio e Tite.
Técnico: Artigas

CAI: Samarone; Belmiro e Sérgio; Waldemar, Campos, Juarez; Natinho, Zé Carlos, Elzo, Salvador e Chuna.

Gols: Tite 13´, Otávio 17´, 60´ e 64´, Nicácio 45´- Elzo 19´.

SÚMULA 

Leonídio defendeu o Santos Futebol Clube no período de 1946 até 1952, atuou em 64 partidas e fez parte dos elencos que obtiveram as seguintes conquistas:

1946
– Campeão Troféu Comemorativo (contra o Santa Cruz-PE);
– Campeão Troféu Comemorativo (contra o Ferroviário AC-CE);

1948
– Campeão Taça Cidade de Santos;
– Campeão Taça das Taças;
– Vice-Campeão Paulista.

1949
– Campeão Taça Cidade São Paulo;

1950
– Campeão Troféu Giusfredo Santini (contra o Jabaquara);
– Campeão Taça Comemorativa “ao SFC e aos santistas residentes em Juiz de Fora” (contra a Seleção de Juiz de Fora);
– Vice-Campeão Paulista.

1951
– Campeão do Torneio de Belo Horizonte;

1952
– Campeão Taça Santos;
– Campeão Torneio Início.

“PÓS JOGO”

O ex-goleiro santista Leonídio foi um dos grandes responsáveis pelo surgimento dos ídolos santistas como Pita, Juary, Nilton Batata, que mais tarde seriam denominados como “Meninos da Vila”, de 1978.

Na época, Leonídio atuava como Diretor de Futebol da equipe alvinegra, comandada pelo então treinador Chico Formiga, que teve um papel fundamental no título do Campeonato Paulista naquela temporada.

– “Toda a garotada daquela época foi eu que garimpei para a equipe maravilhosa, que acabou sendo comandada pelo Formiga, ex-treinador do Santos. Nós tínhamos “as manhãs esportivas” em alguns bairros de Santos, onde eram realizados grandes jogos com os meninos da época. Dali que conseguimos garimpar alguns jogadores e fizemos um ótimo time. Fiquei por um ano, e conseguimos conquistar o Campeonato Paulista” – contou Leonídio.

Após a conquista da primeira geração de Meninos da Vila em 1978 e a troca da diretoria do Santos, Leonídio acabou se afastando do dia-a-dia da equipe, mas permaneceu acompanhando o glorioso Santos Futebol Clube mesmo à distância. Até hoje, sempre que possível, Leonídio comparece na Vila Belmiro em jogos, eventos e entrevistas, ocasiões estas que permitem-lhe matar saudade dos tempos em que honrou o manto sagrado da Vila.

HOMENAGEM

Quando foram inaugurados os camarotes térreos da Vila Belmiro, o clube denominou um deles como camarote Leonídio França, uma justa homenagem ao Fortaleza Voadora.

Leonídio diante do camarote que leva seu nome!

Leonídio diante do camarote em sua homenagem!

FELIZ ANIVERSÁRIO!

O Blog DNA Santástico, na figura de seu mantenedor Edmar Junior, aqui representando toda a nação santista, agradece ao Sr. Leonídio França, eterno Fortaleza Voadora, por ter honrado o manto sagrado da Vila, bem como deseja que receba muitos abraços, pois viver é uma aventura, estar vivo é uma conquista diária e fazer aniversário é uma benção! 

bolosantosfc-26

Fontes: Santos Futebol Clube, Blog Santos FC – História de Glórias | Célio Pegoraro, Lancenet.com, Globoesporte.com, site Que Fim Levou? | Milton Neves e Almanaque Santos FC | Guilherme Nascimento.

*OBS: Há uma informação não confirmada que Nélio Neves, ex-lateral-esquerdo nascido em Araxá em 05 de outubro de 1922, reside atualmente na cidade natal. Se for verdade, então ele é o ex-jogador mais idoso ainda vivo da história do clube.

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Edmar Junior - Blog DNA Santastico

Edmar Junior

Torcedor do Santos FC por hereditariedade.
– Sócio do Santos FC desde 08/2006.
Diretor Social na Associação Movimento Resgate Santista.
– Membro da Confraria do Futebol Paulista/Por um Futebol Melhor
– Membro do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol)
Colecionador de livros sobre o Santos FC e seus ídolos.
Campeão do Quiz do Torcedor no Navio do Centenário.
Mantenedor do Blog DNA Santástico.
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APLAUSOS DE PELÉ: O MENINO MERECIA

O texto que segue abaixo reproduzido no Blog DNA Santástico foi extraído de coluna originalmente publicada no site Ribeirão Preto Online.

O autor é o jornalista e ex-narrador esportivo Sr. Flávio Araújo, amigo que tive a honra de conhecer pessoalmente lá em Águas de Santa Bárbara, cidade na qual ele e meus pais residem.

Flavio Araujo - Blog DNA Santastico

Sr. Flávio Araújo

APLAUSOS DE PELÉ: O MENINO MERECIA

De repente, não mais que de repente como diria o poeta, luzes se apagaram e o pequeno estádio mergulhou na escuridão total.

Apenas um desses apagões tão comuns em nosso futebol em pequenas e grandes cidades e que na Argentina já motivou até o cancelamento de um clássico da seleção local contra o Brasil.

Locutores e comentaristas se viravam com as explicações usuais nessas falhas recorrentes em nossos estádios onde mesmo com os refletores expandindo o máximo de sua carga jamais iluminavam o necessário para as partidas noturnas.

O primeiro tempo havia terminado no amistoso entre Santos e Portuguesa Santista que se realizava no velho estádio de Ulrico Mursa, Avenida Pinheiro Machado, bem pertinho da histórica Santa Casa de Santos, jogo que se realizava exatamente para a festiva inauguração do sistema de iluminação.

Eis que a luz volta de inopino e o que se vê é surpresa para todos nós que ali estávamos: os jogadores do Santos estavam perfilados em duas filas indianas perpendiculares ao portão por onde se adentrava para o gramado da velha praça esportiva.

Alguém entra correndo no meio das duas filas e aplaudido pelos que a formavam se apresenta aos nossos olhos depois de atravessá-las por completos.

Ninguém sabia quem era, nada fora divulgado a respeito.

Os repórteres de campo entraram em ação e o saudoso Ethel Rodrigues nos informa que o Santos iria estrear um novo atacante naquele segundo tempo.

Foi quando pela primeira vez vimos o menino Coutinho num campo de futebol.

Coutinho - Blog DNA Santastico (10)

A APRESENTAÇÃO DA DESCOBERTA DE LUIS ALONSO

Lembrei-me imediatamente de uma conversa que mantivera com Lula, o técnico santista e que ao contrário de seu homônimo de apelido que viria muitos anos depois era uma criatura simples e que não se julgava o dono do mundo.

Naquele tempo não havia a divulgação dos dias atuais e o Santos mesmo sendo um revelador de jogadores por excelência não os mostrava antes que chegasse a hora.

Se a crônica da cidade sabia de quem se tratava e sobre alguns fazia qualquer divulgação isso não chegava a transpor as alturas da Serra do Mar.

Assim fora com Pelé e com todos os outros que formavam naquele grande esquadrão, maioria vinda das equipes inferiores do próprio clube ou de cidades do interior.

Era comum nas viagens a Santos passar pelo posto de gasolina do técnico Lula e com ele manter um dedo de prosa.

Numa dessas visitas alguns meses antes Lula me dissera para esperar uma surpresa: estava preparando um garoto que faria sensação quando lançado.

Esqueci o assunto já que o comum era o Santos estar sempre apresentando novas faces e que nem sempre vingavam.

Principalmente porque a concorrência ali era tremenda.

Hoje acontece o mesmo no capítulo revelações, apenas que a divulgação é constante e rádios, televisões e jornais repetem à saciedade o nome dos garotos que estão saindo do forno.

Alguns até deixando o clube antes da hora por exigirem salários milionários, caso, por exemplo, do menino Jean Chera, que pelo menos até agora ninguém viu brilhar em outra equipe.

Foi dessa maneira que a grande imprensa paulista ficou conhecendo Coutinho, o menino que faria sensação ao lado de Pelé e comporia a dupla que mais se harmonizou na troca de passes curtos e tabelinhas geniais não apenas no futebol brasileiro, mas em escala mundial.

UMA PRELIMINAR EM PIRACICABA

No ano de 1955 o Santos enfrentava o XV de Novembro em Piracicaba e Luis Alonso tinha sua atenção atraída por um menino de 12 anos que na preliminar defendia os infantis do clube local.

Naquele tempo não havia futebol profissional ou amador que não fosse precedido por uma preliminar que muitas vezes suplantava em qualidade ao jogo principal.

Lula gostou tanto da atuação do garoto que convenceu seus pais a consentir que o levasse para Santos e o alojou na mesma pensão onde vivia na época outro menino, este vindo de Bauru de onde o antigo craque Valdemar de Brito o trouxera.

Seu nome, Edson, seu apelido, Pelé, embora o grande Jair Rosa Pinto o chamasse de “gasolina”, apelido que não pegou.

Não foi fácil segurar Coutinho por tanto tempo e com tão pouca idade (nascera em Piracicaba no dia 11 de junho de 1943) e principalmente depois que viu seu companheiro de acomodação ser lançado e causar furor.

Por mais de uma vez Lula teve de usar toda sua psicologia para evitar que o menino cujo nome em verdade era Wilson voltasse para Piracicaba e a alegação de que sua idade não permitia ainda sua inclusão nos profissionais não o convencia.

Até que chegou o ano de 1958, o garoto ia completar 15 anos e Lula achou que a hora era chegada.

Foi num amistoso em Goiás (17.05.1958) contra um desconhecido Sírio Libanês FC que ele entrou em campo pela primeira vez substituindo exatamente ao célebre Jair.

Coutinho - Blog DNA Santastico (5)

O Santos venceu por 7 a 1 e mesmo jogando poucos minutos deixou ali o seu primeiro gol com a camisa santista.

Depois foi incluído em outros amistosos, 9 no total, mas todos em excursões.

Jogou em Ponta Grossa, Cornélio Procópio, Londrina, Itajubá, o que não faltava era amistoso para aquele Santos de tantos craques e que ainda não conquistara o mundo.

Finalmente surgiu aquela partida na inauguração dos refletores da Portuguesa Santista e Lula considerou que o menino, mais encorpado e com 15 anos e 6 meses poderia finalmente ser mostrado aos torcedores santistas.

A entrada em campo com recepção triunfal e com o aplauso daquele grupo de cobras era uma manobra psicológica para o convencer de que estava em boa companhia e que já ganhara o respeito e aprovação dos famosos companheiros.

Isso aconteceu no dia 27 de novembro de 1958, Pelé já era campeão do mundo e o menino que se lançava no grande futebol com a camisa 9 do Santos não tinha ainda um nome definitivo

Antoninho Fernandes era uma figura lendária como jogador no Santos e  substituiria Lula como técnico quando este saiu para o Corinthians em 1968.

Ernani Franco, locutor esportivo da Rádio Atlântica e dono da maior audiência na cidade tentou então batizar a revelação como Antoninho a partir daquele jogo, mas o garoto não aceitou.

Argumentou que sua mãe o chamava de “Cotinho” e se era para receber um apelido exigia que fosse o que trouxera de casa.

Os próprios narradores se incumbiram da rápida transformação de Cotinho para Coutinho e o resto é história que todos sabem.

Coutinho - Blog DNA Santastico (12)

Pelé e Coutinho formaram a mais perfeita dupla de atacantes que o futebol brasileiro conseguiu unir em muitos anos e até hoje não tivemos outra com tal perfeição de entendimento.

Pelé e Coutinho em ação!

Pelé e Coutinho em ação!

Não confirmo que Coutinho usava um bracelete, ou um pano amarrado a uma das mãos para diferenciá-lo de Pelé, embora naquela época fossem permitidos o uso de anéis e brincos.

Só muito depois estes foram proibidos e substituídos pelas indefectíveis e horrorosas tatuagens.

Acontece que por estar com um pequeno problema em um dos pulsos Coutinho atuara durante alguns jogos com esparadrapo no mesmo e isso proporcionou ao narrador Pedro Luiz, numa entrevista na TV Excelsior, a sugestão para que oficializasse o uso de uma marca que o diferenciasse do rei do futebol, com o que, de imediato, Coutinho não concordou.

Também é fato inegável, embora sempre desmentido, que entre ambos havia um entendimento perfeito como dupla de atacantes, mas fora de campo nunca foram amigos e Coutinho sempre guardou uma certa dose de ciúmes da grandiosidade que atingiu seu companheiro de ataque.

Esse, é possível, seja um dos motivos pelo qual o descuido com seus problemas glandulares tanto o prejudicassem e o excesso de peso precipitasse o encerramento de sua carreira de forma tão precoce.

Fato para psiquiatra explicar.

Se mágoa havia por parte de Coutinho quanto ao reinado absoluto de Pelé o entendimento dentro de campo era o de irmãos siameses.

Coutinho - Blog DNA Santastico (10)

Transmiti, inclusive, de Porto Alegre, o célebre jogo em que ambos, com toques de cabeça vieram desde o meio de campo penetrando na defesa do Grêmio sem que ninguém conseguisse desarmá-los até que Coutinho não devolveu a bola a Pelé e sim a Lima que os acompanhava na corrida e concluiu para o gol.

Também narrei a partida em que os dois infernizaram a defesa da Alemanha em Hamburgo no dia 5 de maio de 1963, vitória do Brasil por 2 a 1, um gol de cada.

Embora curta a carreira de Antônio Wilson Vieira Honório ficou marcada por 457 jogos com a camisa do Santos com 370 gols conquistados.

Coutinho - Blog DNA Santastico (3)

Já na seleção participou apenas de 15 jogos com 6 gols marcados e sua principal chance seria na Copa de 1962 quando a dupla estava no auge.

Pelé se contundiu seriamente no segundo jogo e Coutinho passou toda a Copa como reserva de Vavá.

Coutinho - Blog DNA Santastico (3)

Em 1968, com apenas 25 anos já se via ultrapassado no Santos cedendo ao peso do corpo e foi emprestado ao Vitória e à Portuguesa retornando em 1970 ocasião em que diz ter recebido um recado de João Saldanha que o queria na seleção para a campanha no México ao lado de Pelé.

Esse comentário jamais foi comprovado e principalmente por já ter o Santos em Toninho Guerreiro, convocado para as eliminatórias da Copa,  um substituto que fazia os gols necessários embora jamais tenha sido o companheiro ideal para formar ao lado de Pelé.

Coutinho, gordo, sem a anterior mobilidade, mas ainda brilhante com a bola dominada na área adversária tentou algo no Atlas do México onde ficou por poucas partidas, esteve no Bangu e encerrou a carreira com 30 anos no Saad.

Curiosamente seu último gol no futebol foi exatamente contra o time do Santos.

Tentou trabalhar como técnico, mas jamais conseguiu ir além de treinar equipes de base do Santos e nas praias da cidade continuou por muitos anos praticando seus esportes favoritos.

Bater uma bolinha entre uma cervejinha e muitas outras.

Flávio Araújo

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Saiba mais sobre Flávio Araújo

Flávio Araújo, nasceu na cidade paulista de Presidente Prudente, lá iniciou sua carreira no rádio em 1950.

Depois militou no rádio esportivo e na imprensa esportiva da cidade de São Paulo cerca de 30 anos.

Trabalhou de 1957 até 1982 na Rádio Bandeirantes, onde se consagrou um maravilhoso narrador esportivo.

Flávio Araújo em 1960 narrando pela Rádio Bandeirantes, em Cáli, na Colômbia.

Encerrou suas atividades na cidade de São Paulo em 1986 na Fundação Cásper Líbero como Superintendente de Esportes da Rádio e TV Gazeta, nos tempos do saudoso Constantino Cury no comando do tradicional grupo de comunicação da Avenida Paulista.

Posteriormente trabalhou por mais 10 anos como comentarista esportivo na Rádio Central de Campinas-SP (de propriedade do ex-governador de São Paulo Orestes Quércia).

Flávio Araújo também foi co-proprietário da Rádio Cultura-AM de Poços de Caldas-MG.

A narração do milésimo gol do Rei Pelé escolhida pelos produtores do filme Pelé Eterno para integrar a obra é de Flávio Araújo.  Aliás, segundo Milton Neves, Flávio Araújo foi o locutor que mais narrou jogos do glorioso Santos Futebol Clube e gols do Rei Pelé.

Flávio Araújo e Milton Neves em 2001.

Ao longo de sua brilhante carreira transmitiu tudo sobre futebol, boxe, basquete e automobilismo.

Atualmente Flávio Araújo reside numa bela e tranquila cidade do interior paulista, onde ainda milita com histórias do futebol escrevendo colunas para sites e jornais.

Vale a pena conferir abaixo entrevista concedida, em 2009, por Flávio Araújo para André York do Programa Arremate Final. Contém áudios espetaculares de narrações de Flávio Araújo.

Parte 01:

Parte 02:

Bom, é isso aí! O Blog DNA Santástico, na figura de seu mantenedor Edmar Junior, agradece ao Sr. Flávio Araújo pela autorização para publicação de vossos textos no blog e parabeniza-lhe pelos excelentes serviços prestados ao esporte ao longo de toda sua trajetória.

Para

Para saber mais sobre Coutinho, recomendo a leitura do livro “Coutinho – O Gênio da Área” 

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Edmar Junior

Torcedor do Santos FC por hereditariedade.
– Sócio do Santos FC desde 08/2006.
Diretor Social na Associação Movimento Resgate Santista.
– Membro da Confraria do Futebol Paulista/Por um Futebol Melhor
– Membro do Memofut (Grupo Literatura e Memória do Futebol)
Colecionador de livros sobre o Santos FC e seus ídolos.
Campeão do Quiz do Torcedor no Navio do Centenário.
Mantenedor do Blog DNA Santástico.
Mantenedor do Blog Miscelânea Santista.

 

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JOGADORES DO SANTOS FC APOIAM A CAMPANHA FIQUE SABENDO 2013

Por iniciativa do Ministério da Saúde, a Campanha Fique Sabendo 2013 está lançada e tem como objetivo estimular a população brasileira sexualmente ativa, desde adolescentes até idosos, a fazerem a testagem para o HIV e Sífilis.

Logo Fique Sabendo - Blog DNA Santastico

A Mobilização no Estado de São Paulo ocorre de 25 de novembro a 1 de dezembro (Dia Mundial de Luta contra a AIDS), inclusive no final de semana. Os testes gratuitos estão disponíveis em Unidades Básicas de Saúde. Verifique no link abaixo qual é a mais próxima de você e #tireopesodadúvida

http://www.saude.sp.gov.br/centro-de-referencia-e-treinamento-dstaids-sp/fique-sabendo/

Os atletas do SantosFC apoiam esta iniciativa.

#MuitoAlémdoFutebol

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MEMORIAL DAS CONQUISTAS DO SANTOS FC COMPLETOU 10 ANOS E LANÇOU NOVO SITE

Logo 10 Anos Memorial das Conquistas SFC

O Memorial das Conquistas do Santos Futebol Clube completou 10 anos e lançou um novo site com o objetivo de reunir todas as informações úteis para o seu visitante, o www.memorialdasconquistas.com.br promete ser ainda melhor em 2014: com tour virtual e linha do tempo, além de oferecer mais ferramentas de interação com o usuário.

Memorial das Conquistas - Blog DNA Santastico

Sobre o Memorial:

Fundado em 17 de novembro de 2003, o Memorial das Conquistas é uma das principais atrações do Estádio Urbano Caldeira. Com uma concepção inovadora, o museu do Alvinegro Praiano está distribuído em um espaço de mais de 380 metros quadrados, que leva o visitante a uma verdadeira viagem à história do Peixe. Além de troféus, há fotos ampliadas em tamanho natural, flâmulas, documentos, uniformes, bolas, recursos multimídia e outros objetos, dispostos em um ambiente bem organizado e de beleza singular. O visitante é recepcionado por orientadores bilíngues, disponíveis para esclarecer quaisquer dúvidas referentes à história do Clube e às peças expostas. Durante as visitas monitoradas, depois de passar pelo Memorial, o visitante é conduzido para outros locais interessantes do Clube, como o vestiário do time profissional, a sala de entrevistas coletivas onde os atletas dão depoimentos depois das partidas e o gramado sagrado da Vila Belmiro.

Visite o Memorial das Conquistas!

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SEJA UM PAPAI NOEL SANTÁSTICO NESTE NATAL

Seja um Papai Noel Neste Natal - Blog DNA Santastico

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