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HOMENAGEM AO ETERNO CAPITÃO ZITO

Assim como fizemos anteriormente com os ex-jogadores e eternos ídolos Dalmo Gaspar e Gylmar dos Santos Neves, eu e meus amigos Alex Santos e Wesley Miranda, nesta oportunidade acompanhados pelo Prof. Guilherme Nascimento, com muita honra prestamos mais uma homenagem para um grande ídolo da história do Santos Futebol Clube, desta vez o homenageado foi o Sr. José Ely de Miranda, o nosso eterno capitão Zito, um dos jogadores mais emblemáticos do período áureo do Santos.

Prof. Guilherme Nascimento, Edmar Junior, Zito, Alex Santos e Wesley Miranda

Prof. Guilherme Nascimento, Edmar Junior, Zito, Alex Santos e Wesley Miranda

VÍDEO

Contém imagens da carreira de Zito e da homenagem que prestamos:

zito, SAIBA MAIS…

Zito - Blog DNA Santastico (3)

Zito nasceu no dia 8 de agosto de 1932 em meio ao auge da Revolução Constitucionalista de São Paulo, a hoje cidade de Roseira nem era município, pertencia ainda à cidade de Aparecida. Somente na metade da década de 60, a cidade foi emancipada. No entanto quando isto aconteceu, o seu filho e cidadão mais ilustre já atuava há um tempo com a tarja de capitão da equipe do Santos, sendo reconhecido como um dos melhores da posição no planeta, além de ser bicampeão mundial com o Santos e com a seleção brasileira.

Quando pequeno o menino José Ely era chamado por seu familiares de “Joselito”, porém, em meio aos amigos, para simplificar ainda mais a alcunha, passou a ser chamado de “Zito”, apelido pelo qual é mundialmente conhecido até os dias de hoje.

A carreira de jogador de futebol de Zito começou aos 16 anos exatamente no Vale do Paraíba. Com 19 anos ele desfilava toda a sua técnica pelos gramados da região, sendo considerado o melhor volante de todo o Vale do Paraíba. Era um volante cheio de técnica, moderno para sua época, distante dos volantes que só sabiam destruir jogadas. Zito era daqueles jogadores que sabiam atacar e defender da mesma forma, sempre com classe e maestria.

Neste período Zito disputava muitos jogos pela equipe do Taubaté, inclusive participava do Campeonato Paulista. Por indicação acabou sendo contratado pelo Santos Futebol Clube e desembarcou na Vila Belmiro às vésperas de completar 20 anos de idade, no dia 15 junho de 1952. A estréia do volante com a camisa do Peixe aconteceu em 30/06/1952 no amistoso realizado contra o time carioca do Madureira, vencido pelo time santista por 3×1. Durante um bom tempo Zito foi reserva do saudoso Formiga e nesta condição conquistou seu primeiro título com a camisa do Santos, o Campeonato Paulista de 1955.

Zito - Blog DNA Santastico (1)

No ano seguinte, Zito já havia conquistado a condição de titular na equipe do Santos, sendo notável e impressionante seu senso de organização no meio-campo. O jogador também se destacava na liderança, respeitado naturalmente por seu companheiros, dentro e fora do campo. Neste ano (1956) conquistou novamente o título do Campeonato Paulista, fato que se repetiu em muitos outros anos.

Mas, ainda na década de 50, surgiu na Vila Belmiro um menino chamado Pelé, que como todos nos sabemos se tornou o melhor jogador de futebol de mundo. No entanto,  Zito nunca se fez de rogado quando precisava dar uma bronca em Pelé, mesmo quando esta já era de fato o Rei do Futebol.

Para o volante não importava quem estava ao seu lado. Se não estivesse jogando bem, Zito utilizava sua liderança inata para chamar a atenção do companheiro. Era muito comum observá-lo dando gritos de incentivo aos seus companheiros a fim de que a equipe marcasse mais gols, mesmo com o placar já bem dilatado a favor do Santos, com a vitória garantida. Zito tinha a permissão do técnico Lula para ser o grande orientador da equipe dentro das quatro linhas. Ele era uma espécie de técnico dentro do campo. Por meio de seus passes perfeitos e posicionamento dentro de campo, o Santos conseguiu alcançar muitos resultados positivos.

Zito - Blog DNA Santastico (6)

Seu perfil fez com que todos os jogadores, sem exceção, respeitassem-no, mesmo os mais renomados como Jair da Rosa Pinto, por exemplo. Até mesmo o Rei Pelé se curvava perante sua liderança. Na Vila Belmiro, Zito ficou também conhecido como “Gerente“.

Zito atuou no Santos até 1967, despediu-se do Peixe deixando a camisa número 5 para um jovem, que assim como ele, também se tornaria uma lenda viva na história do Santos: Clodoaldo.

Após encerrar a carreira, Zito permaneceu ainda muito ligado ao Santos, clube que segundo ele é o seu grande amor, sua vida. O ídolo continuou vivendo na cidade e atuou no clube em vários cargos, como auxiliar técnico, diretor de futebol, gerente e vice-presidente. Foi um dos responsáveis pelo surgimento na base santista dos jogadores Diego, Robinho e Neymar.

As homenagens fazem parte de sua vida, o craque virou nome de centro esportivo em Pindamonhangaba, cidade vizinha à Roseira. No “Centro Esportivo José Ely de Miranda”, muitos garotos aprimoram-se no esporte, onde quem sabe um dia, um novo representante da região do Vale do Paraíba possa despontar no cenário esportivo mundial.

Zito atuou em 727 jogos com a camisa do Santos, marcou 57 gols e seus principais títulos conquistados foram:

  • Campeão Mundial (1962/1963);
  • Campeão Sul-Americano (1962/1963);
  • Campeão Brasileiro (1961/1962/1963/1964/1965);
  • Campeão Torneio Rio-São Paulo (1959/1963/1964/1966);
  • Campeão Paulista (1955/1956/1960/1961/1962/1964/1965/1967).

Zito - Blog DNA Santastico (4)

O craque santista foi o grande líder de uma geração de sonho, representando a disciplina e a organização de uma equipe que jogava por música, passando por cima de qualquer adversário em qualquer situação. Um jogador que impõe respeito até mesmo para o Rei, certamente, deve ser ovacionado por todos. O melhor time do mundo só poderia mesmo ter um capitão da categoria e retidão de Zito.

Zito no melhor time de todos os tempos!

Em suma, foi muito bacana homenagear o eterno ídolo e capitão Zito, tenho certeza que este é também o sentimento dos meus amigos Alex Santos, Wesley Miranda e Prof. Guilherme Nascimento.

Obrigado Zito!

Obrigado Zito!

Fontes:

  • Grandes Ídolos do Santos / André Martinez / Ícone Editora
  • Santos Futebol Clube

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Edmar Junior

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SOCCEREX HOMENAGEIA TÉCNICO E PRESIDENTE DO SANTOS

Mais uma vez a Soccerex aterrissa no Brasil e abre as portas para um de seus eventos, desta vez em São Paulo.

Na casa do jornalista esportivo paulista, a Soccerex recebe convidados de honra para um debate exclusivo.

Na ACEESP, um dos treinadores mais vitoriosos da história do futebol brasileiro e técnico do atleta mais valioso e importante do Brasil, Muricy Ramalho, receberá uma homenagem internacional pelas suas conquistas e sucesso. A seu lado, o homem que manteve Neymar no Brasil e que comanda o Santos em seu Centenário. O presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro recebe o reconhecimento internacional da Soccerex e seus parceiros no mundo.

Muricy Ramalho e Luis Alvaro, homenageados da Soccerex

O anfitrião do evento, Sr. Duncan Revie, Presidente Mundial da Soccerex estará presente no encontro para as homenagens ao técnico Muricy Ramalho e o presidente Luiz Álvaro.

Após a cerimônia haverá uma entrevista coletiva.

Local: ACEESP (Avenida Paulista, nº807 – 9º andar – conj. 904)
Horário: 10h30min. Data: 12 de novembro de 2012

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Edmar Junior

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HOMENAGEM: PADOCA A SANTISTA

Ponto turístico da amada cidade Santos, propriedade do amigo Carlos Eduardo Fernandes, o popular “Carlinhos“, um cara querido por todos. Situada nas esquinas do Canal 05 com a Rua Epitácio Pessoa é um lugar que merece uma visita, principalmente em dia de jogo do Peixe. Essa é a Panificadora A Santista, que acaba de ser homenageada com dois sambas (um lento e outro rápido) pelo sempre brilhante Ricardo Peres.

Ricardo Peres, autor de belos sambas sobre o Santos Futebol Clube e correlatos.

Confira a homenagem nos vídeos abaixo (samba lento e samba rápido), a edição é de Armando Tadeu:

Samba lento:

Samba rápido:

Parabéns ao Ricardo Peres e ao Armando Tadeu pela homenagem prestada. E claro, parabenizo o amigo Carlinhos por ter tornado sua panificadora um local tão bacana para a nação santista!

Na Panificadora A Santista: Carlinhos, Edmar Junior e Chacrinha (parceiro do Carlinhos no dia-a-dia da panificadora e na devoção ao glorioso Santos Futebol Clube)

Leia também:

A SANTISTA – FAMOSA, ÀS VEZES POLÊMICA, MAS MUITO QUERIDA!

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Edmar Junior

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HOMENAGEM AO ETERNO ÍDOLO GYLMAR DOS SANTOS NEVES

Assim como fizemos anteriormente com o ex-jogador e eterno ídolo Dalmo Gaspar, eu e meus amigos Alex Santos e Wesley Miranda com muita honra prestamos mais uma homenagem para um grande ídolo da história do Santos Futebol Clube, desta vez o homenageado foi Gylmar dos Santos Neves, que de forma excepcional gentilmente nos recebeu em vossa residência e nos permitiu vivenciar uma experiência emocional que jamais esqueceremos!

Goleiro extremamente vitorioso no Santos Futebol Clube e na seleção brasileira, Gylmar marcou época e foi sem dúvida um dos melhores goleiros da história do futebol mundial em todos os tempos.

Acompanhado por sua esposa, o eterno ídolo Gylmar recebeu das nossas mãos uma placa como forma de agradecimento por sua dedicação e por tudo que ele fez literalmente defendendo o Santos Futebol Clube.

Placa que foi entregue ao ídolo Gylmar

Alex Santos, Edmar Junior e Wesley Miranda com o ídolo Gylmar e esposa.

Visivelmente emocionado, assim como todos que ali estavam, Gylmar chorou, mas como ressaltou sua esposa, foi um choro de alegria!

Para descontrair, contamos ao Gylmar sobre a visita que realizamos anteriormente ao Dalmo Gaspar, companheiro dele no grande Santos dos anos 60, meu amigo Alex Santos mostrou-lhe um vídeo que gravamos na casa do Dalmo e Gylmar sorriu demonstrando alegria ao ver as imagens.

Gylmar assistindo vídeo que gravamos na casa do seu companheiro de Santos Futebol Clube, o Dalmo Gaspar.

Num momento posterior e ainda mais descontraído, o ídolo Gylmar nos permitiu utilizar um par de luvas que ele usou nos áureos tempos em que defendia a meta santista.

Edmar Junior, Alex Santos e Wesley Miranda com as luvas de goleiro outrora utilizadas pelo ídolo Gylmar dos Santos Neves

Gylmar ficou extremamente feliz com a nossa homenagem! Como forma de agradecimento, mesmo com as limitações físicas decorrentes de um AVC (Acidente Vascular Cerebral) sofrido anos atrás, ele não mediu esforços para nos conceder autógrafos, algo que já não fazia há algum tempo, mesmo com certa dificuldade ele conseguiu e deixou todos surpresos, inclusive as pessoas que convivem diariamente com ele.

A ocorrência do AVC que Gylmar sofreu no ano 2000, teve como consequência a paralisação do lado direito do corpo, desde então ele faz uso de uma cadeira de rodas, tem dificuldade para falar, mas nunca perdeu a lucidez.

Gylmar concedendo autógrafo no meu manto sagrado da Vila.

Antes de encerrarmos a visita, fiz questão de beijar uma das mãos milagrosas do ídolo Gylmar, foi um gesto de humildade, respeito, reverência e agradecimento pelas inúmeras defesas que ele praticou pelo nosso glorioso Santos Futebol Clube.

vídeo

Contém imagens da carreira de Gylmar e da homenagem que prestamos.

gylmar dos santos neves, SAIBA MAIS…

Natural da cidade de Santos, Gilmar (com “i” como ficou conhecido no mundo da bola) dos Santos Neves, nasceu no dia 22 de agosto de 1930.

O jovem Gilmar iniciou sua trajetória no futebol em 1945, aos 15 anos de idade, no antigo Hespanha, atual Jabaquara, clube localizado no bairro em que Gilmar residia, o Jabaquara. Em 1949, aos 19 anos, após o término de sua prestação militar onde atendia como “Cabo Neves”, tornou-se titular do Hespanha.

Em 1951, após uma inusitada negociação Gilmar transferiu-se para o Corinthians, onde permaneceu até 1961. Em meio a este período, Gilmar foi convocado em 1953 pela primeira vez para defender a seleção brasileira, porém, uma contusão impediu o técnico da seleção, Zezé Moreira, convocar Gilmar para aquela que poderia ter sido sua primeira Copa do Mundo, na Suiça em 1954.

Mais adiante Gilmar conquistou a chance de defender a meta brasileira na Copa do Mundo realizada na Suécia em 1958, convocado pelo então técnico Vicente Feola. Aos 28 anos, Gilmar debutava em mundiais ao lado de grandes jogadores. A seleção fez uma bela campanha, a grande decisão foi contra os suecos, donos da casa, o Brasil de Gilmar não decepcionou, venceu por 5 x 2 e conquistou o primeiro título mundial de sua história.

A Copa de 1958 mostrou além do título brasileiro, o surgimento do melhor jogador de todos os tempos – Pelé -, mas ela serviu também para mostrar ao mundo o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos: Gilmar. Reverenciado e escolhido por todos –  inclusive pela lenda Lev Yashin, o “Aranha Negra”, como o melhor goleiro da Copa de 1958 na Suécia.

Uma imagem que certamente ficou eternizada após a conquista do mundial foi o emocionado Gilmar ainda no gramado, após a vitória contra a Suécia, abraçado ao então garoto Pelé que estava em prantos de alegria.

No retorno ao Brasil, Gilmar e os demais jogadores desembarcaram no Rio de Janeiro acompanhados de quatro aviões da FAB. Em seguida, rumaram ao Palácio do Catete, onde receberam das mãos do Presidente da República Juscelino Kubitschek, medalhas de honra ao mérito.

Gilmar, unanimidade perante a meta brasileira, continuou titular absoluto da seleção e, em 1962, na Copa do Chile, comanda por Aymoré Moreira, disputou o segundo mundial consecutivo de sua carreira, sagrando-se bicampeão mundial.

As vésperas de completar 36 anos de idade, Gilmar participou de seu terceiro e último mundial, em 1966, na Inglaterra. Dessa vez, porém, a seleção canarinho não obteve êxito.

No mesmo ano da fatídica Copa da Inglaterra, Gilmar, extremamente disciplinado e leal, recebeu o troféu Belfort Duarte (prêmio inspirado no jogador maranhense João Evangelista Belfort Duarte, campeão carioca pelo América em 1913, considerado um ícone da lealdade e disciplina dentro de campo. O troféu era conferido aos atletas mais disciplinados).

Três anos mais tarde, em 1969, aos 39 anos de idade, Gilmar despedia-se da seleção brasileira no amistoso realizado contra seleção da Inglaterra, no Maracanã, no dia 12 de junho de 1969. O Brasil venceu por 2 x 1. O goleiro aposentava a camisa canarinho em meio ao auge da ditadura militar brasileira do general Médici. Em 16 anos na meta brasileira, Gilmar atuou 103 partidas, sofrendo 104 gols, conquistando os seguintes títulos:

– Copa do Mundo: 1958 e 62.
– Copa Oswaldo Cruz: 1955, 58, 61 62 e 68.
– Copa Roca: 1957, 60 e 63.
– Copa O´Higgins: 1959 e 60.
– Copa do Atlântico: 1960.

A história de Gilmar no gol da seleção brasileira foi realmente espetacular. Contudo, o retorno ao Corinthians, após a Copa da Suécia em 1958, não foi o que realmente o “Girafa” (apelido de Gilmar) esperava. Sofrendo pelo envelhecimento do time e com o engradecimento dos adversários paulistas diretos, principalmente o Santos de Pelé, culminando com a fila de títulos que já começava a incomodar, começou a ruir a carreira de Gilmar no clube. A gota d´água aconteceu em julho de 1961, em uma briga com o presidente do clube Wadih Helou. Gilmar, acabou tendo o seu passe vendido ao Santos.

Na Vila Belmiro, Gilmar conquistou muito mais glórias e reconhecimento, sendo aclamado como o grande guardião da história do Peixe. O já forte Santos do Rei Pelé, com a chegada de Gilmar, tornou-se ainda mais forte. Ele era o goleiro espetacular para uma equipe espetacular. No clube, conquistou todos os títulos imagináveis.

Gilmar no melhor time de todos os tempos!

Jogou contra o Corinthians pela primeira vez, no dia 23 de setembro de 1962 pelo Campeonato Paulista, na Vila Belmiro. O Corinthians, na época grande freguês santista, como se esperava foi goleado, na ocasião por 5 x 2. Vestindo a camisa santista, entre os anos de 1962 a 1969, enfrentou seu ex-time Corinthians onze vezes, venceu dez e empatou uma, sofreu 16 gols e viu sua equipe balançar as redes corinthianas 35 vezes.

Entre as inúmeras conquistas de Gilmar com a camisa do Santos, as mais importantes foram o bicampeonato da Taça Libertadores da América e do mundial  interclubes em 1962 e 1963.

Em 1969, mesmo ano em que se aposentou da seleção brasileira, Gilmar também se aposentou definitivamente dos gramados, encerrando no Santos a vitoriosa carreira de muitos títulos,  fato que lhe rendeu uma conquista pessoal, sendo o goleiro mais vezes campeão do futebol brasileiro de todos os tempos.

O goleiro encerrou sua vida profissional no futebol, mas estava longe de encerrar a liderança exercida em vinte anos de carreira. Logo após sua despedida dos gramados, Gilmar foi convidado para presidir o Sindicato dos Atletas Profissionais do Estado de São Paulo, cargo em que permaneceu até meados de 1971. Em 1982, após um logo hiato de onze anos que o separou da vida futebolística, atuando como comerciante de automóveis, voltou atuar na seleção brasileira, dessa vez como supervisor técnico ao lado do treinador Carlos Alberto Parreira, com a difícil missão de renovar a seleção duramente eliminada na Copa da Espanha em 82. Permaneceu no cargo até 1984. Voltou a atuar como dirigente esportivo somente em 2000, porém, em um cargo público como secretário de esportes da Prefeitura de São Paulo, precisando afastar-se, infelizmente, devido a um AVC ocorrido no dia 16 de Junho de 2000, que o deixou internado na UTI, às vésperas de completar 70 anos de idade. Felizmente, o guardião santista sobreviveu. No entanto, hoje vive com parte do corpo paralisado.

Com sua calma, técnica, frieza e liderança, Gilmar foi sinônimo de confiança à frente do lendário gol santista. Em sete anos de clube, manteve tranquilos os zagueiros que com ele jogavam, pois sabiam que a única posição do time que jamais poderia falhar estava guarnecida com o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos. Gilmar, sem a menor sombra de dúvidas, foi o goleiro à altura real da grandeza da equipe do Santos.

Gilmar dos Santos Neves, que com a camisa do Santos, conquistou as maiores glórias possíveis na vida de um jogador de futebol, provou que é possível nascer grama onde pisa um goleiro, desde que o goleiro seja ele, é claro.

Referência Bibliográfica:
Grandes Ídolos do Santos / Martinez, André / Ícone Editora / 2011

Títulos que Gilmar conquistou no Santos Futebol Clube:

– Campeão Mundial (1962/1963);
– Campeão da Libertadores da América (1962/1963);
– Campeão Brasileiro (1962/1963/1964/1965/1968);
– Campeão Torneio Rio-São Paulo (1963/1964/1966);
– Campeão Paulista (1962/1964/1965/1967/1968);
– Campeão Recopa Sul-Americana (1968);
– Campeão Recopa Mundial (1968).

Fonte: Santos Futebol Clube

Assista também:

Em suma, eu jamais esquecerei deste dia que tivemos com o eterno ídolo Gylmar, foi emocionante,  tenho certeza que este é também o sentimento dos meus amigos Alex Santos e Wesley Miranda.

Antes de terminar o post, registro um agradecimento especial ao Marcelo Neves (filho de Gylmar) e Sra Rachel Neves (esposa do Gylmar), pois ambos foram fundamentais na viabilização da homenagem prestada ao eterno ídolo Gylmar dos Santos Neves, muito obrigado!

Por ora, é só! Até mais!

Edmar Junior

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HOMENAGEM AO ETERNO ÍDOLO DALMO

Na tarde de ontem (03/08), eu e meus amigos Alex Santos e Wesley Miranda prestamos uma homenagem ao eterno ídolo Dalmo Gaspar, ex-jogador que honrou o manto sagrado do glorioso Santos Futebol Clube.

Dalmo recebeu de nossas mãos uma placa como forma de agradecimento por sua dedicação ao Santos e pela coragem que teve ao bater e converter em gol o pênalti na final do mundial de clubes em 1963 que acabou dando ao Santos o título de BICAMPEÃO MUNDIAL.

Wesley Miranda, Alex Santos, Dalmo Gaspar e Edmar Junior

Foi uma tarde muito agradável, eu e meus amigos fomos extremamente bem recebidos pela família do ídolo, jamais esqueceremos deste dia!

Edmar Junior com Dalmo e família.

vídeo homenagem

DALMO GASPAR

Dalmo Gaspar nasceu em 19 de Outubro de 1932, começou a jogar futebol no bairro Vianelo, em Jundiaí. O menino foi selecionado por um “olheiro” do São Paulo de Jundiaí, onde foi aprovado e conquistou seu primeiro título, na Liga Jundiaiense de Futebol, como juvenil.Em seguida despertou o interesse do Paulista de Jundiaí, onde atuou até ser contratado pelo Guarani, de Campinas.

Ganhando cada vez mais notoriedade como lateral-esquerdo, Dalmo foi para o Santos Futebol Clube, por onde atuou de 1957 a 1964 e acumulou uma série de títulos.

Dalmo

No Santos Futebol Clube, Dalmo conquistou os seguintes títulos:

– Campeão Paulista (5): 1958, 1960, 1961, 1962, 1964;
– Campeão Brasileiro (2): 1961 e 1964;
– Campeão da Taça Libertadores (2): 1962 e 1963;
– Campeão do Torneio Rio-São Paulo (1): 1959;
– Campeão do Torneio Pentagonal da Cidade do México: 1959;
– Campeão do Torneio Triangular de Valência (Espanha-1° Edição do Troféu Naranja): 1959;
– Campeão do Torneio Thereza Herrera, Cidade de La Coruña, Espanha (1959);
– Campeão do Torneio Cidade de Paris, França (1960);
– Campeão do Torneio Gialorosso, Roma, Itália (1960);
– Campeão do Torneio Triangular de San José, Costa Rica (1961);
– Campeão do Torneio Pentagonal de Guadalajara, México (1961);
– Campeão do Torneio Itália (1961); Campeão do Torneio Cidade de Paris (1961).

Fonte: Santos Futebol Clube

O momento mágico vivido por Dalmo aconteceu no Maracanã, no dia 16 de Novembro de 1963, quando Dalmo fez de pênalti o gol da vitória santista na terceira partida das finais diante do Milan e o Santos Futebol Clube sagrou-se assim BI-CAMPEÃO MUNDIAL.

Dalmo no melhor time de todos os tempos!

Clique aqui e veja mais fotos!

Por ora, é só! Até mais!

Edmar Junior

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PARABÉNS “SEO” MANECO!

Na última sexta-feira (27), em evento realizado no Salão de Mármore da Vila Belmiro, o “Seo” Maneco, que há 50 anos trabalha no glorioso Santos Futebol Clube, foi homenageado pelos demais funcionários e pelo Banco BMG.

Edmar Junior e “Seo” Maneco na Vila Belmiro!

Por conta dos serviços prestados e do grande amor demonstrado pelo Alvinegro Praiano, Maneco foi presenteado com um vídeo repleto de recados dos companheiros de trabalho. Além disso, o funcionário mais antigo do clube recebeu um cheque nominal de R$ 10 mil do Banco BMG.

Muito emocionado com a homenagem recebida, ao subir no palco Maneco não sabia como retribuir e repetiu várias vezes, pausadamente, a mesma frase: “Eu não tenho palavras para agradecer esta homenagem”.

O presidente Luis Alvaro esteve presente no evento e fez questão de subir ao palco para homenagear de perto o administrador do campo e do estádio. Além do mandatário santista e dos funcionários, os familiares do “Seo” Maneco também estiveram presentes no Salão de Mármore.

Por ora, é só! Até o próximo post!

Edmar Junior

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CONVITE DE CELSO JATENE À NAÇÃO SANTISTA

Vereador Celso Jatene e Edmar Junior

Por ora, é só! Até o próximo post.

Edmar Junior

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