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MENINOS DA FILA – 1995 (EPISÓDIO #2)

Está no ar o segundo capítulo da série Meninos da Fila.

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Neste episódio a incansável equipe do projeto Meninos da Fila abordou o fatídico ano de 1995, confira:

Veja também:

MENINOS DA FILA – DIAS DE LUTA, DIAS DE GLÓRIA (EPISÓDIO #1)

MENINOS DA FILA

PROJETO CROWDFUNDING MENINOS DA FILA

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Edmar Junior - Blog DNA Santastico

Edmar Junior

Torcedor do Santos FC por hereditariedade.
– Sócio do Santos FC desde 08/2006.
Diretor Social na Associação Movimento Resgate Santista.
– Membro da Confraria do Futebol Paulista
Colecionador de livros sobre o Santos FC e seus ídolos.
Campeão do Quiz do Torcedor no Navio do Centenário.
Mantenedor do Blog DNA Santástico.
Mantenedor do Blog Miscelânea Santista.

 

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MENINOS DA FILA – DIAS DE LUTA, DIAS DE GLÓRIA (EPISÓDIO #1)

Depois de alguns meses de trabalho, finalmente está no ar o primeiro capítulo da série Meninos da Fila.

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A incansável equipe do projeto Meninos da Fila deixou  à disposição de todos na Internet o primeiro episódio da série, trata-se de uma introdução ao tema e uma mostra do que será esse projeto.

Veja também:

MENINOS DA FILA

PROJETO CROWDFUNDING MENINOS DA FILA

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TOTÓ MELHOR QUE PELÉ

Toto Melhor que Pele - Blog DNA Santastico

Trata-se de um documentário sobre Astolfo Grecco, Totó, um jogador de futebol conhecido por muitos em sua época como uma lenda do esporte, considerado o rival natural de Pelé, então estrela em ascensão no futebol nacional. Contada por diversas pessoas que conheceram Totó, a história é revelada tendo como pano de fundo o amistoso realizado no feriado de 7 de Setembro de 1956, entre o Corinthians de Santo André e Santos Futebol Clube, confronto que colocou as duas jovens promessas em embate, tendo desfecho crucial na carreira de Totó.

Toto - Blog DNA Santastico

Totó

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Quem nasceu no ABC, principalmente em Santo André, já ouviu algo sobre essa história. É quase uma lenda…

Era 1956, dia 7 de setembro. No estádio Américo Guazzelli o Corinthians de Santo André, mais conhecido como Corintinha, recebeu para um amistoso em comemoração ao feriado da independência o time do Santos Futebol Clube. Na época a equipe da Baixada Santista contava com um jogador ainda em início de carreira, mas que já chamava muita atenção e todos conhecem bem, Pelé.

Essa partida por si só já entraria pra história por ser a primeira vez que Pelé entrou em campo pelo Santos, aos 15 anos, e por ser a primeira vez que ele marcaria um gol com a camisa do time. O sexto, numa partida que terminou 7×1 para o Alvinegro Praiano.

Mas, a história não para por aí. Pelo time da cidade de Santo André jogava um garoto muito tímido, Astolfo Grecco, o Totó. E ele jogava muito, fazia o diabo em campo. Relatos de quem viveu na cidade, no bairro, na mesma rua. Depoimentos de pessoas que o viram jogar e que, inclusive, jogaram com ele, afirmam a mesma coisa: Totó era melhor que Pelé.

Por Vinicius Alves

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VÍDEO

Totó melhor que Pelé…

Sei não, rs! Bom, assista este maravilhoso documentário e tire sua própria conclusão:

FICHA TÉCNICA DO DOCUMENTÁRIO

ELENCO:
Paulo Jordão – Totó
Ivald Granato – Paulo
Glaucio Prata – Geraldo
Agenor Palmorino – Tonho

PARTICIPAÇÕES ESPECIAIS
Celso Unzelte
Jose Macia “Pepe”
Antonio Schank
Marcio Bernardes

DIREÇÃO E ROTEIRO
Fernando Ferric

DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Fabiana Stig

ASSISTENTE DE DIREÇÃO
Thiago Barbosa Ferreira

PRODUÇÃO
Barbara Regina Neves

ASSISTENTE DE DIREÇÃO DE FOTOGRAFIA
Tiago Lopes Bastos

SOM DIRETO
Thiago Carvalho Barbosa

TRILHA SONORA
Composição: Vieira Pato
Gravada nos estúdios da Mondocão Filmes

BUTECO FILMES®
Buteco Films - Blog DNA Santastico

FICHA TÉCNICA DO JOGO

Santos FC 7×1 Corinthians FC (Santo André – 07/09/1956)
Local: Estadio Américo Guazzelli – Santo André (SP)
Competição: Amistoso (Troféu Independência/Prefeitura de Santo André)
Renda: Cr$ 39.910,00
Público: Não informado
Gols: Alfredinho (2), Del Vechio (2), Álvaro, Pelé e Jair Rosa Pinto (SFC) – Vilmar (CFC)

Santos Futebol Clube: Manga; Hélvio e Ivã (Cássio); Ramiro (Fioti), Urubatão e Zito (Feijó); Alfredinho (Dorval), Álvaro (Raimundinho), Del Vechio (Pelé), Jair Rosa Pinto e Tite – Técnico: Lula (Estréia de Pelé e Dorval)

Corinthians Futebol Clube: Antoninho (Zaluar); Bugre e Chicão (Itamar); Mendes, Zico e Chanca; Vilmar, Cica, Teleco (Baiano), Rubens e Dore

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Com uma coroa na cabeça e um cetro na mão, Pelé acena para o público ao deixar o campo em sua despedida da Seleção Brasileira em São Paulo. No jogo realizado no estádio do Morumbi. O Brasil venceu a Áustria por 1 x 0. 11/7/1971. Foto: Domício Pinheiro/AE

Eterno Rei Pelé. Foto: Domício Pinheiro/AE

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VEM AÍ (fdp)…

O juiz, um dos personagens mais detestados do futebol, será destaque em (fdp), a nova série original da HBO que estréia dia 26 de agosto.

A série (fdp) conta a história do juiz de futebol Juarez Gomes da Silva.

O sonho de Juarez é apitar a final da Copa do Mundo. Apesar de algumas vitórias profissionais, sua vida pessoal é uma derrota. Com um filho e abandonado pela mulher, ele precisa encontrar uma maneira de reconquistar a sua família e recolocar sua vida nos eixos. Em 13 episódios, um olhar inédito e generoso para esse personagem tão mal compreendido.

Veja trailer da série:

O santista José Roberto Torero e Marcus Pimenta, autores do livro Santos um time dos céus, são os roteiristas da série.

José Roberto Torero, é um dos roteiristas da série (fdp)

A série conta com várias participações especiais, entre outros destaco o jornalista Juca Kfouri, a bandeirinha Ana Paula Oliveira, o ex-jogador Rivellino, a atriz Isadora Ribeiro e o craque Neymar do glorioso Santos Futebol Clube.

Jornalista Juca Kfouri em cena da série

Bandeirinha Ana Paula Oliveira em cena da série.

Ex-jogador Rivellino em cena da série.

Atriz Isadora Ribeiro em cena da série.

O craque Neymar do Santos Futebol Clube em cena da série.

Ficha Técnica

Ano de produção: 2012
País de origem: Brasil
Duração: 33
Gênero: Drama
Censura: 16
Roteiristas: José Roberto Torero e Marcus Aurelius Pimenta
Direção: Kátia Lund, Caito Ortiz e Adriano Civita
Elenco: Saulo Vasconcelos, Paulo Tiefenthaler, Vitor Moretti, Maria Cecília Audi, Cynthia Falabella, Eucir de Souza, Fernanda Franceschetto, Adrian Verdaguer, Walter Breda, Flavio Tolezani, Domingas Person e Chris Couto.

Saiba mais em: http://www.hbomax.tv/fdp/

Edmar Junior

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FUTEBOL DE RUA

Através do grupo de literatura e memória do futebol do qual participo tomei conhecimento do maravilhoso conto “Futebol de Rua“, de Luís Fernando Veríssimo que trata das regras do futebol de rua:

FUTEBOL DE RUA
Luís Fernando Veríssimo

Pelada é o futebol de campinho, de terreno baldio. Mas existe um tipo de futebol
ainda mais rudimentar do que a pelada. É o futebol de rua. Perto do futebol de rua qualquer pelada é luxo e qualquer terreno baldio é o Maracanã em jogo noturno. Se você é homem, brasileiro e criado em cidade, sabe do que eu estou falando. Futebol de rua é tão humilde que chama pelada de senhora.

Não sei se alguém, algum dia, por farra ou nostalgia, botou num papel as regras
do futebol de rua. Elas seriam mais ou menos assim:

DA BOLA
– A bola pode ser qualquer coisa remotamente esférica. Até uma bola de futebol serve. No desespero, usa-se qualquer coisa que role, como uma pedra, uma lata vazia ou a merendeira do seu irmão menor, que sairá correndo para se queixar em casa. No caso de se usar uma pedra, lata ou outro objeto contundente, recomenda-se jogar de sapatos. De preferência os novos, do colégio. Quem jogar descalço deve cuidar para chutar sempre com aquela unha do dedão que estava precisando ser aparada mesmo. Também é permitido o uso de frutas ou legumes em vez da bola, recomendando-se nestes casos a laranja, a maça, o chuchu e a pêra. Desaconselha-se o uso de tomates, melancias e, claro, ovos. O abacaxi pode ser utilizado, mas aí ninguém quer ficar no golo.

DAS GOLEIRAS
As goleiras podem ser feitas com, literalmente, o que estiver à mão. Tijolos, paralelepípedos, camisas emboladas, os livros da escola, a merendeira do seu irmão menor, e até o seu irmão menor, apesar dos seus protestos. Quando o jogo é importante, recomenda-se o uso de latas de lixo. Cheias, para agüentarem o impacto. A distância regulamentar entre uma goleira e outra dependerá de discussão prévia entre os jogadores. Às vezes esta discussão demora tanto que quando a distância fica acertada está na hora de ir jantar. Lata de lixo virada é meio golo.

DO CAMPO
O campo pode ser só até o fio da calçada, calçada e rua, calçada, rua e a calçada do outro lado e – nos clássicos – o quarteirão inteiro. O mais comum é jogar-se só no meio da rua.

DA DURAÇÃO DO JOGO
Até a mãe chamar ou escurecer, o que vier primeiro. Nos jogos noturnos, até alguém da vizinhança ameaçar chamar a polícia.

DA FORMAÇÃO DOS TIMES
O número de jogadores em cada equipe varia, de um a 70 para cada lado. Algumas convenções devem ser respeitadas. Ruim vai para o golo. Perneta joga na ponta, a esquerda ou a direita dependendo da perna que faltar. De óculos é meia-armador, para evitar os choques. Gordo é beque.

DO JUIZ
Não tem juiz.

DAS INTERRUPÇÕES
No futebol de rua, a partida só pode ser paralisada numa destas eventualidades:
a) Se a bola for para baixo de um carro estacionado e ninguém conseguir tirá-la. Mande o seu irmão menor.

b) Se a bola entrar por uma janela. Neste caso os jogadores devem esperar não mais de 10 minutos pela devolução voluntária da bola. Se isto não ocorrer, os jogadores devem designar voluntários para bater na porta da casa ou apartamento e solicitar a devolução, primeiro com bons modos e depois com ameaças de depredação. Se o apartamento ou casa for de militar reformado com cachorro, deve-se providenciar outra bola. Se a janela atravessada pela bola estiver com o vidro fechado na ocasião, os dois times devem reunir-se rapidamente para deliberar o que fazer. A alguns quarteirões de distância.

c) Quando passarem pela calçada:
1) Pessoas idosas ou com defeitos físicos.
2) Senhoras grávidas ou com crianças de colo.
3) Aquele mulherão do 701 que nunca usa sutiã.

Se o jogo estiver empate em 20 a 20 e quase no fim, esta regra pode ser ignorada e se alguém estiver no caminho do time atacante, azar. Ninguém mandou invadir o campo.

d) Quando passarem veículos pesados pela rua. De ônibus para cima. Bicicletas
e Volkswagen, por exemplo, podem ser chutados junto com a bola e se entrar é golo.

DAS SUBSTITUIÇÕES
Só são permitidas substituições:
a) No caso de um jogador ser carregado para casa pela orelha para fazer a lição.
b) Em caso de atropelamento.

DO INTERVALO PARA DESCANSO
Você deve estar brincando.

DA TÁTICA
Joga-se o futebol de rua mais ou menos como o Futebol de Verdade (que é como, na rua, com reverência, chamam a pelada), mas com algumas importantes variações. O goleiro só é intocável dentro da sua casa, para onde fugiu gritando por socorro. É permitido entrar na área adversária tabelando com uma Kombi. Se a bola dobrar a esquina é córner.

DAS PENALIDADES
A única falta prevista nas regras do futebol de rua é atirar um adversário dentro do bueiro. É considerada atitude antiesportiva e punida com tiro indireto.

DA JUSTIÇA ESPORTIVA
Os casos de litígio serão resolvidos no tapa.

—–//—–

Ao ler o conto, em pensamento voltei ao passado, especialmente ao período da minha infância em que joguei muito futebol de rua. Lembrei da rua onde morava, dos amigos e dos inúmeros jogos que ali fizemos.

Naquela época eu só pensava em jogar bola, aliás eu meu amigo Zé Roberto, que atendia pelo apelido de Dadá, se nossos pais deixassem nós éramos capazes de ficar o dia inteiro jogando bola na rua, se tivesse outros amigos por perto formávamos times, mas se não houvesse, não tinha problema, jogávamos um contra o outro,  treinávamos cobrança de faltas ou penaltys, fazíamos competição de embaixadinha etc.

O mais bacana é que eu e o Dadá nutríamos o mesmo sonho, ambos torcedores do Santos Futebol Clubetínhamos o sonho de um dia vestir profissionalmente o manto sagrado do glorioso Alvinegro Praiano e conquistar muitos títulos.  O Dadá era baixinho, dono de uma habilidade incrível, um verdadeiro talento, jogava muita bola. Eu também tinha alguma habilidade e faro de gol.

Dadá e Edmar Junior, parceiros no futebol de rua e no sonho de vestir profissionalmente o manto sagrado do glorioso Santos Futebol Clube.

O tempo passou, eu e o Dadá crescemos, muita coisa aconteceu no que diz respeito ao nosso sonho que infelizmente não se tornou realidade, cada um seguiu seu caminho na vida, mudamos do nosso bairro e deixamos para trás aquela rua onde ao menos ali fomos felizes Meninos da Vila, construímos família e hoje temos raro contato.

—–//—–

O conto “Futebol de Rua”, de Luis Fernando Veríssimo, foi adaptado e transformou-se no curta ” A regra do jogo“, dirigido por Flavia Moraes.

Se você, assim como eu e o Dadá, também jogou futebol de rua, tenho certeza que além do conto “Futebol de Rua” vai gostar muito do curta “A Regra do Jogo”, vale muito a pena conferir:

 Ficha Técnica

Título original
A regra do jogo

Gênero
Documentário

Categoria
Curta

Ano de produção
2010

País
Brasil

Duração
10 min.

Produtora
Film Planet, Content

Sinopse
Uma adaptação do conto “Futebol de Rua”, de Luis Fernando Veríssimo, ” A Regra do jogo”, dirigido por Flavia Moraes, mostra a cara do Brasil com sua ginga e seu habito de transgredir recriando as regras.

Referência
A REGRA DO JOGO. Direção: Flávia Moraes. Brasil. Film Planet, Content, 2010. 35 mm.

—–//—–

Este post é uma homenagem a todos que jogam (cada vez mais raro) ou jogaram futebol de rua, aos amigos que jogaram comigo, em especial ao amigo Dadá, pela amizade vivenciada ao longo da nossa infância e pela alegria que tivemos de crescer brincando e compartilhando o mesmo sonho, não temos mais o contato de outrora, mas tenho certeza que este amigo especial, assim como eu, esta muito feliz, pois nos últimos anos temos assistido nosso glorioso Santos Futebol Clube conquistar títulos praticando o futebol arte através do talento de meninos como Diego, Robinho, Ganso e Neymar entre outros.

Espero que tenham gostado do post. Por ora, é só! Até mais!

Edmar Junior

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CHICO BUARQUE, O FUTEBOL E O SANTOS FC

Neste post vou descrever sobre a relação existente entre Chico Buarque, o futebol e o Santos Futebol Clube.

A história deste post começou no dia que assisti uma palestra ministrada pelo Sr. Sergio M. Paz numa das reuniões de um grupo do qual sou membro e que tem como missão promover a difusão da literatura e de outras formas de expressão cultural e artística do futebol, bem como apoiar a preservação da memória do futebol. Na palestra supracitada o palestrante dissertou principalmente sobre a correlação de dois fenômenos sócio-culturais: o futebol e o cinema.

No decorrer da palestra o Sr. Sergio apresentou uma lista de filmes cujo futebol é o tema principal e outros onde o futebol não é o ponto central do enredo, mas de alguma forma esta inserido no contexto da obra.

Mesmo antes de assistir a palestra eu já tinha algum interesse por esta correlação entre futebol e cinema, quando a palestra terminou tive a convicção de que o interesse era genuíno e decidi iniciar de forma selecionada uma coleção de filmes sobre futebol e correlatos.

Para começar a coleção estive em algumas lojas e também visitei o site de outras na Internet, após algumas pesquisas adquiri os primeiros filmes para compor o acervo inicial, entre eles adquiri o DVD Chico Buarque O Futebol.

Este filme inclusive havia sido mencionado sem muita ênfase na palestra do Sr. Sergio e confesso que eu não nutria muita expectativa sobre este filme, até porque embora eu já soubesse que Chico Buarque é um dos mais importantes e reconhecidos artista do Brasil, eu particularmente até então não acompanhava, não tinha tido oportunidade ou até mesmo interesse de apreciar em detalhes um trabalho deste conceituado artista.

Porém, pasmem! Quando comecei assistir o DVD logo constatei que o filme era uma grata surpresa, principalmente para quem torce para o glorioso Santos Futebol Clube!

O DVD Chico Buarque O Futebol, o oitavo da série retrospectiva de sua carreira/obra mostra que a  paixão de Chico Buarque pelo futebol só tem como rival sua ligação com a música, e às vezes leva vantagem. No filme Chico rememora grandes craques e momentos do futebol brasileiro, na Confeitaria Colombo, no Rio de Janeiro, interpreta sambas que falam de futebol.

E como não podia ser diferente, durante todo o filme há um destaque especial para o Politheama, time de pelada de Chico Buarque, que começou como time de futebol de botão e posteriormente foi promovido a time de seres humanos.

E o filme começa justamente com Chico Buarque apresentando a letra do hino do Politheama, neste ponto cabe um aviso ao leitor que se interessar em assistir o DVD: o hino do Politheama é daqueles que entra na cabeça e teima sair, quando você menos esperar corre o risco de se pegar cantando de forma entusiasmada o hino do Politheama.

Bom, mas chegou à hora de contar aos leitores onde efetivamente o Santos Futebol Clube entra nesta história toda:

O filme ainda estava no começo, até então somente o hino do Politheama havia sido apresentado, eu ainda me ajeitava no sofá, eis que surpreendentemente surgiu na tela numa tomada aérea um ônibus do Santos Futebol Clube na estrada rumo à Santos. Tratava-se da delegação do Politheama, aquela altura já com 26 anos de história, cerca de 2600 jogos realizados e sempre cultivando a fama de não perder, eles estavam indo realizar um jogo beneficente na Vila Belmiro contra os veteranos do Santos Futebol Clube, árdua missão para os jogadores de um time que diziam nunca ter perdido, o resultado vocês podem imaginar, rs. Chico e sua turma saíram da Vila dizendo que foi apenas um “amistoso”, rsrs.

Chico Buarque atuando por seu Politheama em “amistoso” contra os veteranos do Santos Futebol Clube.

Tido como torcedor do Fluminense-RJ, há um momento no filme que Chico diz gostar mais de futebol do que do próprio time das Laranjeiras e que na sua juventude quando queria ver espetáculo ia ver o Santos Futebol Clube jogar.

Dos tempos da juventude Chico também carrega consigo até hoje enorme apreço pelo eterno e já falecido craque Pagão, seu grande ídolo no futebol, que vestiu e honrou o manto sagrado da Vila quando por lá esteve entre 1955 e 1962. A admiração de Chico por Pagão é tamanha que nos jogos do Politheama ele joga com a camisa 9, tal como o ídolo usava, assina as súmulas dos jogos de seu time de pelada como se fosse Pagão e tentar imitar os gestos e o futebol do ídolo. No filme há um emocionante encontro entre Chico e Pagão.

O craque Pagão nos tempos de Santos. E no encontro com o fã Chico Buarque.

O Santos Futebol Clube é conhecido mundialmente como o time da técnica e da disciplina, mas no filme Chico relembrou de alguns jogadores considerados bad-boys do futebol, entre eles mencionou Almir Albuquerque, o Pernambuquinho, o também já falecido ex-jogador do Santos que teve destacada importância no título de BICAMPEÃO do MUNDO conquistado pelo glorioso alvinegro praiano diante do Milan-ITA em 1963. Na ocasião dos jogos finais contra a equipe italiana Almir substituiu muito bem o Rei Pelé que estava afastado por contusão. Almir era um jogador raçudo, mas também era um tanto alucinado e foi protagonista de muitas brigas durante sua carreira, morreu assassinado em um bar no Rio de Janeiro em 1973. O antes brigão e ex-jogador do Santos Serginho Chulapa também aparece em imagens deste ponto do filme.

Almir (o Pernambuquinho) e o Rei Pelé em 1963 celebram o BICAMPEONATO MUNDIAL conquistado pelo Santos Futebol Clube.

Serginho Chulapa e Edmar Junior. O “bad-boy” e ex-jogador do Santos Serginho Chulapa também aparece nas imagens do DVD.

Por outro lado, quando Chico destaca no filme a magia do drible, ele menciona e enaltece o futebol praticado pelo craque e ex-jogador do Santos Robinho, o Rei das Pedaladas.

O futebol arte e irreverente do craque Robinho foi lembrado por Chico no filme.

Culturalmente é um filme excelente, expressa muito bem a correlação futebol e cinema, especialmente com histórias e belas imagens deste encantador esporte. Além disso, o filme nos conduz em viagem para algumas das mais belas cidades do mundo, acompanhando Chico Buarque em Lisboa, Barcelona, Paris e Budapeste, o artista inclusive chega a bater uma bolinha nestas cidades. E tudo isto intercalado por música da mais alta qualidade na voz de Chico durante a exibição do filme.

E se no início no filme fui surpreendido quando o ônibus do Santos surgiu na tela, se vibrei no decorrer da exibição a cada vez que algo relacionado ao glorioso alvinegro praiano era mencionado, o que dizer do final do filme? Mal tenho palavras para descrever meu contentamento quando vi um certo Rei chegando em visita à Chico Buarque.

Muito bacana este encontro, e se não bastasse o Rei Pelé ainda tirou uma onda com o time da Marginal, rsrs.

Vale muito à pena adquirir o DVD Chico Buarque O Futebol, pois se trata de uma obra que sem dúvida deve integrar o acervo de todo amante da arte, da música e principalmente do futebol.

Por ora, é só!

Ops, antes de encerrar o post, só mais uma informação. Nos extras do DVD que mostram imagens de bastidores, tem uma cena do Chico Buarque chegando ao estádio do Maracanã para uma gravação, nesta cena há um detalhe com potencial para deixar muitos torcedores do Santos extremamente satisfeitos. Vale à pena comprar o DVD e conferir. Bom divertimento!

Gostou do post? Tem algum outro filme para indicar? Deixe seu comentário e até o próximo post.

Por Edmar Junior